Bandeira da Polônia? Entenda a verdadeira história sobre a polêmica camisa do Haiti | OneFootball

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·11 de junho de 2026

Bandeira da Polônia? Entenda a verdadeira história sobre a polêmica camisa do Haiti

Imagem do artigo:Bandeira da Polônia? Entenda a verdadeira história sobre a polêmica camisa do Haiti

O Haiti planejava incluir uma referência visual ao seu passado e ao seu brasão de armas em seus uniformes para a Copa do Mundo 2026. A Fifa, porém, rejeitou as camisas, considerando-as como objeto de mensagem política. Nas redes sociais, muitos internautas confundiram com a bandeira da Polônia, país historicamente ligado à nação caribenha. O Jogada10 entra em campo para uma rápida aula de História e dá a verdadeira explicação para o mal-entendido.

Adversário do Brasil na fase de grupos no Mundial, o Haiti foi obrigado a trocar de uniforme nesta quarta-feira (10). A Fifa obrigou a seleção haitiana a modificar os uniformes para a competição, conforme indicou a fornecedora de material esportivo Saeta nesta quarta-feira, porque alguns modelos poderiam “levar a diferentes interpretações”.


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Camisa do Haiti tem estampada um fato histórico que colaborou para a independência do País, no início do século 19 – Divulgação/FHF.

“O design final apresentado pela Saeta foi concebido como uma homenagem aos homens e mulheres que contribuem diariamente para o futuro do Haiti e não tinha, de forma alguma, a intenção de constituir uma declaração política. No entanto, durante o processo de revisão, a Fifa considerou que certos elementos visuais poderiam ser sujeitos a diferentes interpretações, solicitando que modificações fossem feitas”, afirmou a empresa de artigos esportivos Saeta no Instagram, mas sem especificar explicitamente os motivos da Fifa.

A sobreposição de cores enganosa na camisa azul

Um boato que circula nas redes sociais e em diversos veículos de comunicação poloneses afirma que a bandeira branca e vermelha da Polônia estampava as camisas da seleção haitiana. É uma teoria até plausível, considerando o histórico entre os dois países, já que Napoleão Bonaparte, imperador da França, de fato, enviou milhares de legionários poloneses ao Haiti – então colônia francesa – em 1802 para reprimir uma revolta local.

No entanto, os poloneses logo perceberam que Napoleão os estava usando como força de ocupação. Muitos se recusaram a lutar contra os nativos e mudaram de lado para ajudar os rebeldes. O ato culminou na declaração de independência em 1804. Essa realidade histórica de fraternidade, porém, não se reflete nos uniformes.

Na lateral direita das camisas, silhuetas de soldados exibem a bandeira da independência haitiana, em azul e vermelho e ainda sem o brasão. Na camisa azul, em algumas fotos promocionais, os designers optaram por clarear o desenho da bandeira para que não se confundisse com o fundo, mantendo apenas as cores branca e vermelha. Dessa forma, a bandeira haitiana tornou-se visualmente idêntica à da Polônia.

Camisa branca nos dois primeiros jogos

A bandeira haitiana é muito mais visível na camisa branca, na qual a bandeira azul e vermelha é perfeitamente visível. Não tem nada a ver com a bandeira polonesa. Aparentemente, a Fifa andou faltando a algumas aulas de História. Ou talvez simplesmente não quis correr o risco de criar complicações — e rejeitou a mensagem visual supostamente “politizada”.

Em seu retorno à Copa após 52 anos, o Haiti jogará contra a Escócia, no sábado (13), em Boston, e contra o Brasil, dia 19, com a camisa branca. Diante do Marrocos, dia 24 de junho, em Atlanta, o uniforme será azul.

Resta agora, aliás, saber com que roupa os haitianos vão a campo após a censura da Fifa.

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