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·05 de agosto de 2026

Bap assume parcela de culpa no atrito com Leila: “Também tenho minha parte”

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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, admitiu ter parcela de responsabilidade no desgaste público com Leila Pereira e afirmou que a relação travada entre os dois dirigentes não deveria contaminar as decisões de negócio do futebol brasileiro. A declaração foi dada ao podcast Sports Market Makers.

O dirigente separou a presidente do Palmeiras da instituição e disse não ter restrição ao clube alviverde. “Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito. Em relação à instituição, absolutamente nada contra. Ela não é culpada por tudo de ruim da relação, também tenho minha parte”, afirmou.


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Na sequência, reconheceu que a troca de farpas tem mão dupla: “O jogo tem isso, às vezes, umas cotoveladas, ofensas. Eu sei o que fiz, e ela também. Isso impede a gente de conversar? Não impede, especialmente se o tema for negócio”.

O pano de fundo é a mesa de direitos de transmissão

O ponto prático citado por Bap é a negociação em torno da Libra, o bloco de clubes que discute a venda conjunta dos direitos de transmissão e do qual o Palmeiras se desligou. Para ele, a falta de confiança pessoal trava o acordo.

Você faz negócio com quem não confia, não conhece, não tem um nível mínimo de admiração? Se eu vou a um evento na sua casa e você me trata mal, por que você acha que vou te tratar bem? Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo

O dirigente também relatou o episódio de uma reunião em que, segundo ele, a outra parte avisou que não participaria do encontro, mas votaria contra, num processo que exigia unanimidade.

O elogio a Paulo Nobre

Para reforçar que a divergência é pessoal, e não com o clube, Bap fez um aceno ao passado recente do Palmeiras. “Eu conheci o Paulo Nobre num momento muito delicado do Palmeiras, e tenho uma admiração enorme pelo que ele fez”, disse, antes de acrescentar que, na opinião dele, “devia ter uma estátua do Paulo Nobre no Palmeiras”.

O atrito mais recente

A conversa acontece dias depois do último round entre os clubes. O Flamengo divulgou nota alegando favorecimento da arbitragem ao Palmeiras após a goleada sobre o Vitória, e a resposta veio em série: Leila Pereira classificou o movimento como “cara de pau”, o clube ironizou o rival ao falar da finalidade do VAR e Abel Ferreira voltou a citar a final da Libertadores.

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