Coluna do Fla
·13 de julho de 2026
Bap cita Filipe Luís e se derrete por Leonardo Jardim no Flamengo: “O que ele faz com o Lino é satisfatório”

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·13 de julho de 2026

Presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista falou mais uma vez sobre a troca de técnicos nesta segunda-feira (13). Em entrevista ao ‘Podcast do Barba’, Bap rasgou elogios a Leonardo Jardim e mostrou como o ‘dedo’ do treinador está rendendo frutos ao elenco, inclusive, com a nova característica de Samuel Lino na equipe.
— Quando eu vejo o que ele (Jardim) está fazendo com o Samuel Lino, trazendo o Samuel mais por dentro, você vê a mão do treinador, você vê o talento do cara de perceber, ele faz um ajuste e resolve parte de um problema, e o jogador cresce. É muito satisfatório. Você vê o Wallace entrando e fazendo um gol importante —, iniciou.
— Você vê o Lorran, que é uma esperança de todo rubro-negro. O Royal está jogando. O João Victor e o Vitão fizeram uma intertemporada sensacional. É o que se espera do treinador. O treinador do Flamengo é eterno? Não, nada é eterno. Mas eu fico muito feliz com o que eu vejo agora e estou animado por esse retorno —, disse Bap em entrevista ao “Podcast do Barba”.
Bap foi questionado sobre a demissão de Filipe Luís, em março, mesmo após uma vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca. O presidente reforçou que a decisão já estava tomada antes mesmo da partida por uma série de fatores.
Uma delas, inclusive, ocorreu pelo desempenho do time nos primeiros meses do ano e o planejamento para retorno aos gramados. Como o Flamengo jogou o Mundial até o fim de dezembro, a ideia era que o elenco principal estreasse apenas na última semana de janeiro, no Brasileirão.
No entanto, o péssimo desempenho dos garotos da base no Campeonato Carioca fez o presidente antecipar o retorno do time principal. Desse modo, o planejamento da comissão técnica foi desfeito. Confira, abaixo, a opinião de Bap sobre o assunto.
“Não teve planejamento nenhum, isso é uma conversa fiada. Teve uma ideia na cabeça de algumas pessoas e que não foram divididas com o presidente do Flamengo. A data para a volta inicial era 6 de janeiro. Depois ela foi para 12 de janeiro. E nunca ninguém me disse que o plano ou que a ideia de alguém seria voltar contra o São Paulo. Essa é uma decisão institucional, não cabe a nenhum técnico do Flamengo tomar essa decisão. Quem toma essa decisão sou eu. E eu não vou abrir mão disso. Não havia planejamento. O planejamento era muito claro, qual era a data que deviam voltar. E quem estendeu as férias dos atletas e combinou isso internamente sabe exatamente o que fez, por conta e risco próprio. Essa é a primeira coisa. A segunda é que a minha responsabilidade é com o Flamengo. O Flamengo não ia jamais na minha gestão disputar um torneio de morte para não cair no Carioca. Quando a gente tomou a decisão em relação ao técnico, o Flamengo, de todos os clubes da Série A, era o de pior performance na data da demissão do nosso técnico. Então você tinha um filme positivo até o final do ano passado, e você tinha um início do ano horroroso. Para aquela circunstância, olhando para os outros clubes, se a gente olhasse o elenco que a gente tinha, o Corinthians jogou até dia 21 de dezembro e foi campeão da Copa do Brasil. Voltou antes que o Flamengo uma semana e jogou muito mais bola que o Flamengo, mereceu ganhar… Se faz isso quando o presidente do Flamengo aprova esse planejamento. Se a ideia de João ou de Pedro não divide com o presidente do Flamengo é por sua conta e risco. Então há consequências. O Flamengo ganhou de oito, a decisão já estava tomada. Qualquer que fosse o resultado, ela já estava tomada. E estava tomada por quê? Pelo conjunto da obra do filme. Eu não vou entrar em outros detalhes, porque eu tenho uma relação ótima com o Filipe. Eu sou muito grato ao que ele fez pelo Flamengo. Mas casamentos acabam também. Eu tenho uma responsabilidade institucional com o Clube de Regatas do Flamengo. Eu não tenho compromisso com nada nem com ninguém no exercício da minha função que não seja com o Flamengo. Eu tomei a decisão que eu achava que era importante para o Flamengo naquele momento. É o que foi o início do ano do Flamengo, o que se dizia sobre intensidade, sobre o sistema defensivo, sobre as escolhas técnicas, sobre as escalações, sobre a falta de preparo físico do Flamengo. Os outros clubes, os 19 clubes de Série A, voltaram na mesma época. Por que estavam todos melhores do que a gente? Eu não sou profissional disso, mas eu tenho que exercer a minha função, não fechar os olhos para isso. ‘Ah mas o Flamengo não tem descanso’. Eu não tenho sábado, domingo, eu não tenho feriado, não tem data Fifa para presidente do Flamengo, não tem férias para presidente do Flamengo. As coisas continuam acontecendo. Quem quer trabalhar no Flamengo tem que ser Flamengo 24 por 7. Não pode tirar férias, não pode colocar sua agenda pessoal à frente dos interesses do clube. Ganhar é muito bom. Mas às vezes nem sempre quando você ganha tudo está certo, e nem sempre quando você perde tudo está tudo. Nada do que eu estou dizendo era de desconhecimento de todo mundo que estava no futebol do Flamengo. Não é da minha personalidade não deixar claro o meu desconforto ou o que eu acho que está errado. Eu estava falando sobre insatisfação, eu deixei muito claro a cada dia, e teve dias que eu pontuei mais de uma vez sobre algumas coisas. Todo mundo erra, eu erro, você erra, o técnico erra, as coisas são naturais, menos as nossas escolhas. Se você combina de fazer A, faça A. Você diz que vai fazer A, você faz B, dá errado, e você continua insistindo. Eu entendo que que o Filipe é um grande técnico, eu torço para que ele dê certo no Monaco, acho que ele vai dar certo. Ele é um cara preparado, é um cara correto. Mas no Flamengo, naquele momento, eu não entendia que fosse o adequado para o clube. Naquela circunstância, olhando pro futuro, eu entendi que era a melhor decisão que a gente devia ter tomado. De lá pra cá, eu acho que nós evoluímos. Da mesma maneira que o Filipe deu uma contribuição importante para o Flamengo, o Leonardo também deu. Quando eu vejo agora o que ele está fazendo com o Samuel Lino, trazendo o Samuel mais por dentro, você vê a mão do treinador, você vê o talento do cara de perceber, ele faz um ajuste e resolve parte de um problema, e o jogador cresce. É muito satisfatório. Você vê o Wallace entrando e fazendo um gol importante. Você vê o Lorran, que é uma esperança de todo rubro-negro. O Royal está jogando. O João Victor e o Vitão fizeram uma intertemporada sensacional. É o que se espera do treinador. O treinador do Flamengo é eterno? Não, nada é eterno. Mas eu fico muito feliz com o que eu vejo agora e estou animado por esse retorno”.







































