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·29 de setembro de 2026

Bap critica proibição de apostas no Brasil: 'Como vou pagar o Paquetá em janeiro?'

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O tema da suspensão da atividade de casas de apostas no Brasil continua gerando debate no futebol. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, demonstrou insatisfação com a decisão, alertando para a possibilidade de um rombo orçamentário.

"Como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Eu assumi um compromisso importante para o Flamengo. Tudo o que fazemos está dentro da lei, mas essa medida compromete as receitas no futuro. Afeta a folha do futebol, as contratações que fizemos, as modalidades olímpicas e a renúncia fiscal", disse Bap.


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"Espero sinceramente que, a partir da próxima semana, isso seja revisto, seja pelo Supremo Tribunal Federal, seja pelo Congresso Nacional, que têm todas as ferramentas e possibilidades para rejeitar essa medida provisória", completou o dirigente.

Além disso, o dirigente máximo do Fla falou sobre a necessidade de buscar outras formas de patrocínio, ainda que exista, naturalmente, uma redução dos valores negociados, e deixou um alerta sobre a competitividade no futebol brasileiro.

"Vamos deixar de contratar jogadores e contratar advogados. Hoje não temos condições de honrar os compromissos que assumimos com base em contratos legais. Eu não tenho condições. Vamos buscar alternativas, novos patrocinadores, mas os valores serão muito abaixo dos atuais. (...) Vai haver um enfraquecimento ainda maior do futebol brasileiro e um fortalecimento do futebol argentino", disse o dirigente.

Na última sexta-feira (25), o Governo Federal anunciou a suspensão da atividade de casas de apostas no Brasil. Até o dia 5 de outubro, os apostadores podem retirar voluntariamente os saldos e, no dia seguinte, sites e aplicativos ficarão indisponíveis.

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