Bélgica 0x0 Irã: De Bruyne tenta, Courtois salva e Diabos Vermelhos se complicam no Grupo G da Copa do Mundo | OneFootball

Bélgica 0x0 Irã: De Bruyne tenta, Courtois salva e Diabos Vermelhos se complicam no Grupo G da Copa do Mundo | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Território MLS

Território MLS

·22 de junho de 2026

Bélgica 0x0 Irã: De Bruyne tenta, Courtois salva e Diabos Vermelhos se complicam no Grupo G da Copa do Mundo

Imagem do artigo:Bélgica 0x0 Irã: De Bruyne tenta, Courtois salva e Diabos Vermelhos se complicam no Grupo G da Copa do Mundo

Bélgica domina a posse de bola, cria as melhores oportunidades da partida, mas para em grande atuação do goleiro iraniano e fica apenas no empate sem gols diante do Irã, se complicando em Los Angeles.

Como foi o jogo

A Bélgica começou a partida da forma que se esperava: pressionando alto e ocupando o campo de ataque do Irã desde os primeiros minutos. Logo aos três minutos, Kevin De Bruyne cobrou um escanteio fechado, o goleiro iraniano afastou parcialmente e o rebote sobrou para Nicolas Raskin, que teve a finalização bloqueada pela defesa. No mesmo lance, Romelu Lukaku acertou o goleiro em uma tentativa de alcançar a bola e acabou recebendo cartão amarelo.


Vídeos OneFootball


Os Diabos Vermelhos seguiram dominando as ações. Aos sete minutos, Raskin recuperou uma bola no campo ofensivo, acionou De Bruyne e o camisa 7 limpou a marcação antes de finalizar para fora. Pouco depois, Leandro Trossard fez grande jogada pela esquerda e cruzou para De Bruyne, que teve sua finalização bloqueada. No rebote, Maxime De Cuyper obrigou o goleiro iraniano a fazer mais uma defesa.

Mesmo sendo pressionado, o Irã encontrou espaços em alguns momentos. Aos 13 minutos, após um bate-rebate dentro da área belga, Hossein Kanaani apareceu livre para finalizar e exigiu uma boa defesa de Thibaut Courtois.

Aos 25 minutos, Mehdi Taremi chegou a balançar as redes após uma cobrança de falta ensaiada, mas o lance foi corretamente anulado por impedimento.

Antes do intervalo, a Bélgica ainda teve mais uma boa oportunidade. Youri Tielemans encontrou De Cuyper com um lançamento por cima da defesa, mas o lateral finalizou para mais uma intervenção segura do goleiro iraniano.

A etapa final começou novamente com a Bélgica no ataque. Após cobrança de escanteio de De Bruyne, Alexis Saelemaekers acertou um belo voleio sem ângulo, mas a bola explodiu na rede pelo lado de fora.

O Irã respondeu pouco depois utilizando uma de suas principais armas na partida: os laterais longos para dentro da área. Em mais uma bola alçada, Mehdi Taremi conseguiu finalizar com perigo, obrigando Courtois a fazer uma grande defesa.

A melhor oportunidade belga surgiu na sequência. Trossard encontrou De Bruyne com um passe por cobertura, o meia dominou de forma espetacular dentro da área e rolou para o meio. Lukaku não alcançou a bola, mas ela sobrou para De Cuyper, que finalizou praticamente com o gol aberto. O goleiro iraniano conseguiu se recuperar e realizou aquela que talvez tenha sido a defesa mais importante da Copa do Mundo até aqui.

A Bélgica seguia tentando encontrar espaços. Aos 60 minutos, Dodi Lukebakio cortou para dentro e finalizou de longe. O goleiro deu rebote e Hans Vanaken apareceu livre, mas mandou a bola longe do gol.

Cinco minutos depois veio o lance que mudou completamente a reta final da partida. Vanaken recuou para Nathan Ngoy, que dominou mal e entregou a posse para Taremi. O atacante iraniano sairia cara a cara com Courtois, mas foi derrubado pelo defensor belga. Como era o último homem, Ngoy recebeu cartão vermelho direto em uma expulsão indiscutível.

Mesmo com um jogador a menos, a Bélgica continuou buscando o gol da vitória. Aos 85 minutos, Castagne cruzou rasteiro para o meio da área e a bola sobrou novamente para De Cuyper, que viu o goleiro iraniano fazer outra excelente defesa. Já nos acréscimos, Lukebakio cortou da esquerda para o meio e finalizou com perigo, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Sem conseguir transformar o domínio em gols, a Bélgica deixou o gramado do SoFi Stadium com um frustrante empate por 0 a 0 diante do Irã.

📊 Estatísticas da partida

⭐ Destaques da partida

Destaque da partida: Kevin De Bruyne

Mais uma vez, Kevin De Bruyne foi o principal jogador da Bélgica. O camisa 7 finalizou cinco vezes, criou três grandes oportunidades e foi o responsável por praticamente toda a construção ofensiva dos Diabos Vermelhos.

Mesmo enfrentando uma defesa extremamente recuada, encontrou espaços, acelerou jogadas e esteve envolvido nas melhores chances da seleção belga. Foi dele também o lance mais bonito da partida, com um domínio espetacular dentro da área que quase terminou em assistência para Maxime De Cuyper.

Se a Bélgica criou o suficiente para vencer, muito disso passou pelos pés do seu capitão.

Outros destaques

Maxime De Cuyper foi uma das melhores notícias da Bélgica. O lateral apareceu constantemente no ataque, participou das melhores oportunidades da equipe e reforçou a sensação de que sua saída da equipe titular no início da Copa do Mundo nunca fez muito sentido.

Nicolas Raskin também teve momentos positivos. O meio-campista acelerou o ritmo da equipe e ajudou a Bélgica a manter pressão constante no campo ofensivo. Ainda assim, repetiu um problema já visto na estreia: alternou boas ações com erros evitáveis, muitas vezes precisando corrigir os próprios equívocos durante a jogada, lembrando o Nathan Ngoy.

Destaque negativo: Nathan Ngoy

Nathan Ngoy volta a aparecer entre os destaques negativos da Bélgica.

Contra o Egito, o defensor já havia cometido erros que acabaram sendo corrigidos durante a própria partida. Desta vez, não conseguiu se recuperar.

O zagueiro falhou no domínio, entregou a posse para Mehdi Taremi e acabou cometendo a falta que resultou em sua expulsão. O lance foi determinante para o restante do confronto e praticamente eliminou qualquer possibilidade de pressão total da Bélgica nos minutos finais.

Foi uma atuação insegura e que custou caro aos Diabos Vermelhos.

✅ O que funcionou?

Kevin De Bruyne segue sendo o cérebro desta seleção belga e mais uma vez mostrou por que continua sendo o principal jogador da equipe.

Outro ponto extremamente positivo foi a atuação de Maxime De Cuyper. O lateral trouxe profundidade, qualidade ofensiva e participou diretamente das principais chances criadas pela Bélgica. Ao lado de Jeremy Doku, a tendência é que forme novamente uma das parcerias mais perigosas da equipe, algo que já funcionou muito bem durante todo o ciclo de Rudi Garcia.

Nicolas Raskin também trouxe uma dinâmica diferente ao meio-campo. Apesar dos erros, oferece mais velocidade à circulação de bola do que Amadou Onana e pode seguir sendo uma alternativa interessante dependendo do adversário.

A principal conclusão positiva da partida é que De Cuyper parece ter retomado definitivamente sua condição de titular.

❌ O que deu errado?

O principal problema da Bélgica foi a forma como tentou utilizar Romelu Lukaku.

O centroavante já não é um jogador que participa naturalmente da construção por dentro. Quando a Bélgica insiste em atacar pelo corredor central, Lukaku acaba ficando desconectado da partida.

As melhores versões do camisa 9 aparecem quando a equipe utiliza os lados do campo, gera cruzamentos e explora sua força física dentro da área. Sem esse contexto, sua participação se torna muito limitada.

Por isso, a partida parecia favorecer um atacante mais móvel. Charles De Ketelaere ainda não estava em condições físicas ideais para iniciar entre os titulares, mas nomes como Matías Fernández-Pardo poderiam ter oferecido características mais adequadas para o contexto do jogo.

A expulsão de Nathan Ngoy também teve impacto direto no resultado e dificultou ainda mais a busca pela vitória.

🌎 O que o resultado significa?

O Grupo G segue completamente aberto após duas rodadas.

Com o empate, Bélgica e Irã chegam aos dois pontos e agora aguardam o resultado entre Egito e Nova Zelândia para entender exatamente o cenário da última rodada.

A Bélgica volta a campo na madrugada do dia 27 de junho, à meia-noite (horário de Brasília), contra a Nova Zelândia, no BC Place, em Vancouver. Já o Irã enfrenta o Egito no mesmo horário, no Lumen Field, em Seattle.

Os Diabos Vermelhos continuam dependendo apenas de si para avançar, mas desperdiçaram uma grande oportunidade de assumir o controle do grupo. Agora, uma vitória sobre a Nova Zelândia passa a ser fundamental para evitar qualquer risco de uma eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026.

Imagem de Capa: Reprodução via Getty Images.

Saiba mais sobre o veículo