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·17 de junho de 2026

Bélgica vê grupo embolar e mira Irã em clima de tensão

Imagem do artigo:Bélgica vê grupo embolar e mira Irã em clima de tensão

A Bélgica tem um novo componente de pressão antes da segunda rodada da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (16), o Irã empatou por 2 a 2 com a Nova Zelândia, no Estádio de Los Angeles, e deixou o Grupo G completamente embolado após a primeira rodada. Com o resultado, belgas, egípcios, iranianos e neozelandeses passaram a somar um ponto cada. O cenário aumenta o peso do próximo compromisso da seleção belga. Depois do empate por 1 a 1 com o Egito na estreia, a equipe comandada por Rudi Garcia enfrenta o Irã no domingo (21), novamente nos Estados Unidos. Assim, o duelo ganhou contornos de confronto direto em uma chave que começou sem vantagem para nenhuma equipe.

O Irã, próximo adversário belga, saiu atrás duas vezes contra a Nova Zelândia. Elijah Just marcou os dois gols neozelandeses, enquanto Ramin Rezaeian e Mohammad Mohebi buscaram o empate para a seleção iraniana. O resultado manteve o time vivo na disputa, mas também expôs problemas defensivos e uma preparação marcada por obstáculos fora de campo.


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Depois da partida, o técnico Amir Ghalenoei reclamou da logística imposta à delegação. A seleção iraniana mantém base em Tijuana, no México, e precisa se deslocar para os Estados Unidos apenas nos períodos autorizados para seus jogos. Segundo a imprensa internacional, o treinador criticou a necessidade de deixar o território americano logo após o empate, o que, na avaliação dele, prejudica a recuperação dos jogadores.

Ambiente instável no Irã

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Iranianos seguem enfrentando problemas diplomáticos durante a disputa da Copa do Mundo – Foto: Divulgação / @ffirimedia

Além da questão logística, o Irã convive com um ambiente político sensível durante a Copa. A partida contra a Nova Zelândia teve protestos contra o governo iraniano nos arredores do estádio, vaias ao hino e manifestações de parte da diáspora presente em Los Angeles. Integrantes da delegação também enfrentaram problemas de visto antes do torneio.

Dentro de campo, a Bélgica observa esse contexto sem margem para novo tropeço. O empate com o Egito deixou a equipe pressionada por uma vitória na segunda rodada. Romelu Lukaku saiu do banco e participou do lance do gol belga na estreia, enquanto Kevin De Bruyne e Jérémy Doku tiveram protagonismo na criação, mas a seleção europeia não conseguiu transformar posse e volume em vitória.

A combinação entre equilíbrio técnico do grupo, dificuldades logísticas do adversário e tensão política cria um pano de fundo incomum para o segundo jogo belga. Ainda assim, a situação na tabela é simples: quem vencer no domingo assumirá posição importante na briga pela classificação.

Depois de enfrentar o Irã, a Bélgica fecha a fase de grupos contra a Nova Zelândia, no dia 26. O Irã, por sua vez, encerra sua participação na primeira fase diante do Egito, também em 26 de junho.

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