Jogada10
·17 de janeiro de 2026
Betinho Marques – A atleticanidade é viva, pulsa e se renova, é como um quadro em movimento

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·17 de janeiro de 2026

Inúmeras vezes contamos histórias da relação entre o Galo, a família e a forma como esses laços se constroem, indissociáveis e imortais. É uma renovação constante de votos, de um pulso geracional que passa por indução, por herança ou por DNA, sei lá.
Pois é. Mais uma vez, e mais uma vez ainda, de forma quase redundante, a relação genuína entre o Atlético e seu povo não apenas foi vista, como reconhecida, premiada no Oscar das fotografias.
Desta vez, Luiz Amaral, fotógrafo da comunicação do CAM, dimensionou o tamanho do próprio feito ao ser condecorado no World Sports Photography Awards, um dos maiores prêmios de fotografia esportiva do planeta, uma espécie de “Oscar” da categoria, pela obra real e sensível que conseguiu registrar na partida Atlético x Bahia, na Arena MRV, pelo Brasileirão de 2025.
Nesse mundo, muitas vezes duro, áspero nas ações e cheio de contragolpes de insensibilidade, é difícil acessar o coração das pessoas. A tentativa de escrever perde de goleada para o time que o visual é capaz de, com precisão, decifrar. É preciso observar, saber se posicionar como um Taffarel das lentes, captar o instante sublime e, pela imagem, decodificar sentimentos.
No momento certo, no clique perfeito, um gol no campo e outro fora dele: o gol do fotógrafo. É a verdadeira transposição da importância e da necessidade de fazer do Galo um elo, um lugar de sintonia, um grito de amor entre pai e filho e, mais do que isso, o registro de um dia que se transforma em história, contada por múltiplos olhares.
Claro, para marcar esse gol agora premiado, Luiz clicou inúmeras vezes, andou, vasculhou, percebeu laços e raízes profundas até se posicionar, parar e dizer: é aqui. Hoje é Galo aqui.
Quando um artista pinta o quadro real da fotografia, sua alma está ali. Ele se vincula àquelas pessoas de forma invisível. Por isso a verdade emerge, exala e sai, por isso a atleticanidade vive, por isso a celebração legítima da amizade genuína, naquela imagem, era filho e pai.

Valeu, Luiz Amaral! reprodução
A arte atleticana é verdadeira porque vive o Atlético em seus vínculos mais profundos de amor. A imagem da arquibancada forja e fortalece a continuidade do imortal, do sentido visceral de dizer: aqui é uma vez até morrer.
Luiz fotografou trabalhando. Não pensava em troféu, prêmio ou taça. Fotografou acreditando. Espelhou-se naquilo que reproduz o Galo no concreto mais abstrato que existe: a arquibancada.
Você e eu não vimos Luiz ali. Mas ele estava, no pulso atleticano, na conexão, na sensibilidade de entender que havia um Galo em campo, mas havia ainda mais Galo no gesto de um pai e de um filho, celebrando a doideira atleticana de viver.
É, Luiz. O Galo é assim. O Galo é canal de Deus em mim. A atleticanidade é viva, pulsa e se renova, é um quadro em movimento, às vezes um tormento, mas sempre o nosso alento. Parabéns, artista. O pulso ainda pulsa.
Galo, som, sol e sal é fundamental


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