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·18 de junho de 2026

Betinho Marques: “Eu joguei no Atlético, posso morrer tranquilo”

Imagem do artigo:Betinho Marques: “Eu joguei no Atlético, posso morrer tranquilo”

A melhor banda de todos os tempos da última semana, assim, os Titãs definiram, em uma canção, a nossa eterna ânsia de provar, de alguma forma, a superioridade que a gente acha ser conveniente.

Pois é! É a teoria da relatividade na essência, ou seja, tudo depende do referencial. Mas e se o cara que falou isso tiver um currículo “mais ou menos” do tipo: campeão da Libertadores, jogador da seleção Argentina convocado por Maradona, ter feito gol no Brasil, jogado com Messi e Riquelme? E se esse cara tiver jogado no Boca Juniors, com a mística da Bombonera, vestido a camisa pesada do Napoli, do Internacional e, simplesmente, resumir a história da seguinte forma:


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“Tenho 42 anos, não tenho por que mentir, vivi no Atlético os melhores dias da minha vida. Eu vi as viradas daquele time (2013), eu falei com meu empresário: quero jogar neste time. Dias depois o Kalil me ligou e eu fui para o Galo. Vivi tudo que via na TV, minha filha nasceu em BH… Eu joguei no Atlético, eu posso morrer feliz.”

E aí, meu amigo? Como que a gente fica? Talvez, por estar dentro do trem da Massa, não percebamos a velocidade desse trem tão legal do qual a gente faz parte. Talvez, por ser algo tão normal praticar a atleticanidade, não tenhamos dimensão do quanto o privilégio de pertencer ao preto e branco é magnífico. E Talvez, mais uma vez, a “TorciDuGalo” não saiba, de fato, que ela É A DONA de TUDO e que os homens são apenas canais do bem ou do mal, mas que o patrimônio do Atlético é IMATERIAL.

Dátolo e o Galo

Claro, pode parecer hiperbólico, mas o Dátolo não foi o primeiro e não será o último a dizer sobre o ser atleticano. Em entrevista à Betinho Marques TV, Jesus Dátolo, que perdeu a mãe há 13 dias, falava com um sorriso no olhar o que sempre disse:

“Jogar no Atlético é como beijar a minha mãe, meu pai, o Galo é família, é uma família doida, claro. A gente briga, a gente se beija, se abraça… É um povo muito doido, vocês são muito doidos e não tem meio termo, ou vocês amam ou odeiam. Graças a Deus, deu certo. Eu amo vocês e acho que vocês também gostam de mim.”

Tem gente que considera o escriba aqui muito sentimental, mas vamos lá: como ser diferente se estou neste trem preto e branco? Como não ter sensibilidade se o primeiro jogo a que estive presente foi num clássico que o Galo perdeu? Perdi o gol do rival exatamente por estar extasiado vendo a TorciDuGalo cantando.

O Dátolo falou o que o Ronaldinho fala toda hora, o que centenas de atletas rivais já disseram. Eu sei que os Titãs definiram que temos ânsia de superioridade a qualquer custo. Mas o Atlético tem o intangível, o não palpável, mas o “sentível”. O Atlético tem alma. O resto oxida, apodrece e morre. O Galo é, o resto está.

” O Atlético não sai de mim”

O Dátolo, o Paulo Roberto, o Romário, o Wagner, o Ronaldinho, o Manuel, o João, todo mundo falou, atletas ou rivais e, assim como o grande Mário Quintana, a mensagem é plena:

“Todos esses aí que estão atravancando meu caminho, eles passarão… Eu passarinho”. O Galo canta, de algum jeito, o Galo canta.

E como disse o poeta-atleta contemporâneo Jesús Dátolo: “não tem jeito de sair do Atlético, é muito difícil, o Atlético não sai de mim.”

Galo, som, sol e sal é fundamental

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