Jogada10
·08 de abril de 2026
Betinho Marques: O que o Churrasco une, o homem não separa

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·08 de abril de 2026

Mais que duas vitórias seguidas, mais que a redução dos gols sofridos, Eduardo Domínguez começa seu trabalho com um ponto fundamental: gerir gente.
Na última semana, o Barba, ainda tateando a construção de relações, conectou o elenco em um momento nem tão comum no ambiente de trabalho de rotina. “Rolou” o churrasco da integração na Cidade do Galo.
A ação de Domínguez é simples e parece até “bobeira”, mas acolhe e faz a gestão de pessoas fermentar um fator muito importante para a árdua temporada de 2026: o algo mais.
Considerando que, em menos de 100 dias, o Atlético já jogou 21 vezes, ou seja, uma peleja a cada 4,5 dias, mais que ter um time coeso, que joga em bloco, é preciso que todos se sintam importantes. E onde aparece o algo a mais?
O algo a mais que um funcionário dá para a sua empresa acontece naquela hora do aperto. Quando, teoricamente, já foi feito o básico da tarefa, quando o colega faltou (foi expulso), ficou doente (uma lesão), em uma partida dramática, mas que pode valer o ano naquele esforço que se construiu lá na resenha sem pretensões…
E o tal do algo mais, de forma consciente ou inconsciente, é construído pelo informal, no momento desarmado das cobranças institucionais como, por exemplo, um “simples” churrasco. Claro, não há churrasco que salve a incoerência das palavras e a falta de bolas na rede.
Porém, é a capacidade de desarmar, de deixar o espírito livre que gera vínculos fortes… E é aí que mora o detalhe: a aceitação da cobrança por excelência passa primeiro pela CONFIANÇA. A partir daí, mesmo vestindo um escudo gigante, o algo a mais acontece. O “Churras do do Barba” pode ser um acessório até besta. Mas, através dele, o Galo pode selar o ponto de virada, a inflexão do gráfico atleticano na temporada.
Deixar claro que o Brasileirão é prioridade dá um sinal norteador ao elenco. Mas, além de o Atlético aprender a lição de não relaxar no certame nacional, quando Domínguez opta por um time alternativo na estreia da Sul-Americana, ele gera oportunidades aos que estão jogando pouco. Faz testes e ganha tempo para criar possibilidades, mantendo a linha do churrasqueiro que faz quase todo mundo feliz. Ou, pelo menos, dá chances aos que estão se dedicando no processo.
Enfim, além de passar a ideia de um jogo objetivo, com endereço, em direção ao gol, através de diálogos associativos nos jogos e nas relações humanas, de defender e atacar em bloco, a construção que se criou se mantém pelos atletas através da coerência de trabalho. Se o Barba seguir sua linha discreta e honesta, mesmo que não agrade a todos, será respeitado e terá o grupo nas mãos para “o algo mais” que a temporada vai pedir. O churrasco foi um ótimo início. Até porque, o que a informalidade do churrasco une o homem não separa.
Galo, som, sol e sal é fundamental!
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