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·12 de maio de 2026

Betis encerra o hiato de duas décadas e carimba retorno à Liga dos Campeões

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Um tropeço do Celta de Vigo e um dever de casa cumprido pelo Betis na abertura da 36ª rodada do Campeonato Espanhol encerrou a espera do torcedor verdiblanco para ver o seu time na Liga dos Campeões. Após 21 anos, o clube de Sevilha carimbou o passaporte para disputar a sua segunda Champions em sua história.

A confirmação da quinta colocação em La Liga veio com duas rodadas de antecedência. No Estádio de La Cartuja, o Betis fez o dever de casa e venceu o Elche, que luta contra o rebaixamento, por 2 a 1.


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O colombiano Cucho Hernández abriu o placar cedo para os verdiblancos, mas a cria de La Masia, Héctor Fort, tratou de deixar tudo igual ainda no primeiro tempo. Na volta do intervalo, o Elche perdeu Léo Petrot com um cartão vermelho e Pablo Fornals aproveitou para decretar a vitória do Betis.

A festa antecipada, no entanto, somente foi possível com o tropeço do Celta. O adversário na luta pela última vaga foi surpreendido em Vigo pelo Levante e permitiu ao Betis abrir sete pontos de vantagem, faltando apenas seis em disputa.

De volta à Champions

O torcedor do Betis precisou esperar 21 anos para rever o seu time na maior competição de clubes da Europa. Na última participação, o time contou com o protagonismo brasileiro para conquistar a classificação.

A temporada 2004/05 começou promissora para os Verdiblancos com a conquista da Taça da Espanha, atual Copa do Rei. O título veio com a participação verde e amarela no trio titular formado por Edú, Marcos Assunção e Ricardo Oliveira, que ainda tinha Denilson no banco. 

Artilheiro do clube na temporada com 25 gols, Ricardo Oliveira deixou a sua marca na decisão e abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 contra o Mallorca, encerrando o jejum de 27 anos sem títulos na elite do futebol espanhol.

A vaga para a Champions League, entretanto, foi conquistada com uma campanha estável em La Liga, mas novamente com a participação brasileira. Na rodada final, o Betis reencontrou o Mallorca e dependia apenas das próprias forças para chegar pela primeira vez na Champions.

A vitória do Espanyol contra o Athletic Bilbao, em jogo paralelo, forçou os Verdiblancos a precisarem pelo menos do empate fora de casa para não perder a vaga. O ponto necessário foi conquistado de forma dramática com um gol de Marcos Assunção, garantindo a igualdade em 1 a 1.

Apesar da temporada mágica com um título e o quarto lugar em La Liga, a participação do Betis foi abreviada na Liga dos Campeões. Na fase preliminar, o time espanhol venceu o Monaco, em casa, por 1 a 0, com um gol de Edu nos acréscimos, e a classificação para a fase de grupos foi sustentada pelos dois gols de Ricardo Oliveira no empate em 2 a 2 na volta.

A sorte porém não esteve ao lado do Betis no sorteio das chaves colocando os estreantes ao lado de Liverpool e Chelsea, além do Anderlecht. Apesar de triunfar na Bélgica, vencer o Blues em Sevilha e segurar o Liverpool em Anfield, o time comandado por Lorenzo Serra se despediu com a terceira posição no Grupo G na sua primeira e até então única participação na Champions.

Retorno com tempero sul-americano

O fim da seca na Champions é comandado por Manuel Pellegrini e sua legião sul-americana. Há seis temporadas no clube, o chileno manteve o Betis no radar das competições europeias, participando em todos os anos da Liga Europa ou Conference League.

Depois de rondar as posições de vaga na Champions nos últimos anos, o time espanhol conquistou a classificação em uma temporada eficiente dos seus estrangeiros. A grande referência ofensiva foi o colombiano Cucho Hernández, contratado da MLS na temporada passada.

Depois da adaptação em La Liga, o atacante deslanchou com 15 gols marcados na temporada, liderando a artilharia do clube. Ao lado de Cucho, o jovem marroquino Ezzalzouli, ex-Barcelona, também foi uma peça goleadora com 14 bolas nas redes.

Ainda no setor ofensivo, Antony complementou o trio como grande garçom da temporada com dez assistências, além de 14 gols marcados.

Nomes como o marroquino Sofyan Amrabat, o argentino Giovani Lo Celso e os espanhóis Pablo Fornals e Marc Roca deram solidez ao meio-campo. Na defesa, a grata surpresa na consolidação de Valentín Gómez, cria do Vélez cobiçada na última janela, simboliza o DNA promissor do Betis na temporada coroada com a volta para a Champions League.

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