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·01 de março de 2026

Blindado por Bap e alvo da torcida: entenda o plano de José Boto para sobreviver à crise no Flamengo

Imagem do artigo:Blindado por Bap e alvo da torcida: entenda o plano de José Boto para sobreviver à crise no Flamengo

O vice-campeonato da Recopa Sul-Americana abriu uma ferida que vai além das quatro linhas no Flamengo. Se Filipe Luís é o rosto da crise técnica, José Boto se tornou o "para-raios" da insatisfação política e das arquibancadas. O diretor executivo português, peça-chave na gestão do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap), vive seu momento de maior questionamento desde que desembarcou no Rio de Janeiro.

Conforme apurado e reportado originalmente pelo ge, o dirigente foi alvo direto nos protestos do último sábado (28), no Ninho do Urubu. Entre coros ofensivos e faixas de "Boto incompetente", a torcida deixou claro que a conta do planejamento também está sendo cobrada do departamento de futebol.


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O prestígio de Boto com Bap e as reuniões de emergência

Apesar da pressão da torcida e de faixas contra José Boto, o diretor de futebol segue prestigiado pelo presidente Bap no Flamengo. O português mantém reuniões frequentes para planejar a sequência de Filipe Luís, embora a falta de um centroavante e a comunicação interna do dirigente sejam pontos de crítica no Ninho do Urubu hoje.

A posição de Boto no organograma rubro-negro ainda é sólida. Homem de extrema confiança de Bap, o português teve uma longa reunião com o mandatário na última sexta-feira (27) para traçar a rota de colisão contra a crise. O objetivo imediato é a blindagem do trabalho de Filipe Luís, confirmado para o duelo decisivo contra o Madureira nesta segunda-feira (2).

Resistência interna e o silêncio estratégico

Entretanto, o prestígio na cúpula não se reflete em todo o CT George Helal. Informações indicam que a forma de comunicação de José Boto gera ruídos com funcionários e até com membros do elenco.

Além disso, o silêncio do dirigente - que evitou coletivas após a perda do título para o Lanús - contrasta com o estilo de gestões passadas, em que a exposição pública era usada para dividir o peso da pressão com os atletas.

Contratações sob lupa: onde está o centroavante?

O saldo das 10 contratações feitas por Boto em 2026 também é motivo de debate. Embora tenha sido o mentor do ano histórico de 2025, o dirigente é cobrado por lacunas óbvias no grupo atual. Dos novos reforços, apenas Jorginho se firmou como intocável, enquanto nomes como Carrascal, Samuel Lino e Emerson Royal ainda buscam a regularidade esperada.

A principal crítica, no entanto, recai sobre a incapacidade de encontrar um centroavante de peso para sanar a carência ofensiva que ficou evidente na Recopa.

O futuro de José Boto parece intrinsecamente ligado ao de Filipe Luís. A vaga na final do Carioca está encaminhada, mas um eventual novo vice pode tornar a manutenção de ambos insustentável. O MundoBola segue monitorando a movimentação política na Gávea.

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