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Papo na Colina

·29 de setembro de 2026

Boicote escancarado: Fla-Flu veta Maracanã e Vasco parte para cima por São Januário

Imagem do artigo:Boicote escancarado: Fla-Flu veta Maracanã e Vasco parte para cima por São Januário

O Vasco teve seu pedido formal para atuar no Maracanã rejeitado nesta segunda-feira (28) pela administração do estádio para o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, contra o Boca Juniors, marcado para o dia 20 de outubro. Diante de mais uma negativa articulada pelos rivais que gerenciam a praça pública, a diretoria cruz-maltina intensificou as movimentações de bastidor para fazer valer o direito de mandar a decisão histórica no caldeirão de São Januário.

A recusa imposta pela gestão controlada por Flamengo e Fluminense através do Consórcio Fla-Flu representa o terceiro bloqueio consecutivo aplicado nesta temporada. Anteriormente, os gestores já haviam barrado os confrontos diante do Vitória e do Palmeiras, ambos válidos pela Copa do Brasil, utilizando novamente a justificativa de preservação do gramado e o excesso de partidas no calendário para fechar os portões da arena estadual.


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Novo veto do consórcio e revolta da diretoria

Embora a via judicial não esteja totalmente descartada pelo Vasco, a diretoria se recusa a entrar em um desgaste desgastante nos tribunais por um direito já sacramentado em memorando com os administradores. O presidente Pedrinho e seus pares entendem que o clube está sendo perseguido de forma arbitrária e preferem concentrar esforços políticos para garantir o confronto diante dos argentinos nas arquibancadas de São Januário.

A entidade máxima do futebol continental exige arenas com capacidade mínima de 30 mil torcedores para as semifinais, mas o relógio corre contra os clubes antes do jogo de ida marcado para 13 de outubro, no estádio de La Bombonera, em Buenos Aires. A confederação exige uma definição sobre o palco da volta até o início do próximo mês, estipulando um limite de dez dias antes da partida para a homologação da sede oficial.

Apelo de Pedrinho e pressão no Vasco

Para derrubar o veto da Conmebol e assegurar a classificação do Vasco, o mandatário aposta no diálogo direto com a agremiação adversária para acomodar os torcedores estrangeiros em São Januário: “Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme. Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário”.

Enquanto a outra chave semifinal define o classificado entre Atlético-MG e Montevideo City Torque, a mobilização nos bastidores do Rio de Janeiro promete esquentar até a confirmação da arena. A expectativa da comissão técnica e dos atletas é manter a cabeça no lugar para buscar um grande resultado fora de casa e decidir o passaporte para a grande final em Barranquilla diante da própria torcida.

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Vasco quer jogar em sua casa – Foto: Matheus Lima/Vasco

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