Bolinhos de galo ao vinho para entrar no clima de Flamengo x Atlético-MG | OneFootball

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Jornal do Fla

·24 de abril de 2026

Bolinhos de galo ao vinho para entrar no clima de Flamengo x Atlético-MG

Imagem do artigo:Bolinhos de galo ao vinho para entrar no clima de Flamengo x Atlético-MG

Não costumo chamar o alvinegro de Minas de Galo. Galo, para mim, só o de Quintino. Mas vou abrir uma exceção para esta coluna, já que a ideia dela é “traçar” o adversário, não é mesmo?

Antes de qualquer coisa, preciso contar uma história a você, meu leitor. Sempre gostei de cozinhar e falar sobre comida, seja num bate-papo no bar ou nas linhas de um jornal. Desde 2024, esse amor passou a ocupar as “ondas” virtuais da radioweb, como contribuição ao veículo em que eu trabalho. Neste mesmo ano, como uma brincadeira às vésperas da final da Copa do Brasil, trouxe à coluna uma receita de Coq au vin ou, em bom e velho português, Galo ao Vinho.


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O resultado foi o nosso Penta (sim, tenho certeza de que o prato influenciou) e a criação de uma superstição. O que já rolou de bolinho de porco, conserva de sardinha e patanisca (bolinho de bacalhau sem batata) aqui em casa não está no gibi.

Se em 2024 o Galo ao Vinho foi o tempero do nosso Penta, a meta agora é manter a escrita. E os números estão do nosso lado para abrir o apetite: nos últimos 20 encontros, o Flamengo levou a melhor em 11 oportunidades, contra apenas 6 dos mineiros.

Agora, para entrar no clima da próxima partida e do espírito ‘mulambo gourmet’ – comida de boteco para torcer -, optei por transformar o clássico francês em um bolinho. Convoco os rubro-negros para fazerem a receita e amassarem os adversários com estilo.

Receita de Bolinhos de Galo ao Vinho (Coq au Vin)

Tempo de preparo: cerca de 1h30 (sem marinada)Rende: aproximadamente 20 a 25 croquetes médios

Base do Coq au Vin (o time titular do recheio)

Ingredientes:

1 kg de coxas e sobrecoxas de frango (sem pele)

150g de bacon em cubos

1 garrafa (750ml) de vinho tinto seco

2 cenouras em cubinhos

1 cebola grande picada

2 dentes de alho picados

1 colher (sopa) de farinha de trigo

1 bouquet garni (louro, tomilho e salsa)

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo (a partida começa aqui)

Primeira pressão

Na panela, entra o bacon primeiro — deixa ele soltar a gordura, tipo jogador abrindo o campo.

Depois, entra o frango já temperado. Fogo alto, sem medo: é para dourar bem todos os lados. Retira e deixa no banco (reserva).

Meio-campo organizado

Na mesma panela, entram cebola e cenoura. Deixa dourar com calma, construindo a jogada.

Alho entra depois, rápido, só para dar o passe final.

Volta do camisa 9

Frango de volta para o jogo. Junte o vinho e o bouquet garni. Agora é jogo coletivo.

Pressão ou posse de bola

Na pressão por 15 minutos depois que pegar.

Desarme e reorganização

Retira o frango, desfaz em pedaços (sem dó, é jogo físico). Descarta os ossos e volta com o frango desfiado para o molho.

Gol de placa (a parte mais importante)

Entra a farinha de trigo para engrossar.

Deixe reduzir em fogo médio até virar um recheio bem encorpado, quase seco — aqui não pode ter líquido solto, senão o time desmonta.

Intervalo obrigatório

Leva para a geladeira até esfriar completamente. Ideal deixar de um dia para o outro — receita boa também sabe esperar o momento certo.

Montagem dos croquetes

Ingredientes:

Recheio de coq au vin (frio)

1 colher (sopa) de manteiga

1/2 cebola ralada

2 xícaras de leite

2 colheres (sopa) de farinha de trigo

2 ovos batidos

Farinha de rosca

Óleo para fritar

Modo de preparo (segundo tempo)

Armação da jogada

Derrete a manteiga e entra a cebola. Adicione a farinha e mexa bem — aqui é base, sem pressa. Vai colocando o leite aos poucos até virar um creme firme (o famoso béchamel, o maestro do time).

Integração do elenco

Misture o recheio de frango no creme. Ajusta o sal. Agora é time encaixado. Espalhe a massa, cubra com plástico e leve para a geladeira (ou congelador por 1h). Tem que firmar — ninguém joga solto nessa etapa.

Escalação final

Modele os croquetes. Passa no ovo e depois na farinha de rosca — uniforme completo.

Finalização com categoria

Óleo quente (180°C) e frita até dourar.

É rápido e preciso: entrou, dourou, saiu. Sem inventar.


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