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·28 de junho de 2026

Bolívar admitiu porque abandonou carreira de treinador

Imagem do artigo:Bolívar admitiu porque abandonou carreira de treinador

Ídolo do Internacional e bicampeão da Copa Libertadores, Bolívar relembrou sua curta trajetória como treinador durante participação no programa Resenha ESPN. O ex-zagueiro contou os motivos que o levaram a abandonar a carreira à beira do gramado poucos anos após pendurar as chuteiras.

A experiência como técnico começou em 2018, no União Rondonópolis. Depois, comandou Barra-SC, Novo Hamburgo, Cianorte, Brasil de Pelotas, Vila Nova e Santa Cruz antes de integrar a comissão técnica da Chapecoense, em 2022, como auxiliar. Na equipe catarinense, também assumiu o comando de forma interina em algumas partidas.


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Foi justamente durante esse período que viveu o momento mais delicado da nova profissão. Após uma derrota da Chapecoense, Bolívar passou a receber críticas e ofensas, algumas delas direcionadas à sua família. Segundo o ex-defensor, uma conversa com a filha foi determinante para que optasse por encerrar a carreira de treinador.

Fala, General!

“Eu coloquei na balança e isso foi uma coisa me marcou muito. 20 anos como atleta, a gente perde o tempo da vida com a família, filhos, aniversário, dia dos pais na escola. Quando eu estava no sétimo ano como treinador do Santa Cruz e venho pra Chapecoense como auxiliar permanente, minha filha com 15 anos começou a acompanhar todos os clubes que eu dirigia, nas redes sociais. Você perde um jogo e vem aquela gama de críticas, xingando, pra te mandar embora.

“A gente é muito vacinado, pode falar da gente o que for, só não fale dos nossos filhos, da nossa família. Minha filha, depois de perder um jogo que eu tinha assumido, a minha filha me liga e fala ‘nossa pai, estava acompanhando nas redes sociais, porque as pessoas estão te xingando, falando que você não presta, você fez tanta coisa boa pro futebol’. Eu falei ‘filha, é assim, o seu pai está vacinado, quando você ganha é o melhor, quando perde não presta’. E ela ‘pai, mas você precisa disso ainda?’.”

“Quando ela falou isso, eu falei ‘o pai está fazendo isso porque ama, porque ama estar na beira do campo, na resenha, ama de poder estar passando tudo o que eu vivi como atleta’. Eu cheguei no clube e falei ‘muito obrigado, eu agradeço, mas agora vou cuidar da minha família’. Hoje consigo estar no jornalismo, de estar participando de um programa e de estar falando sobre futebol.”

Mesmo longe do banco de reservas, Bolívar permaneceu ligado ao futebol. Atualmente, atua como comentarista esportivo, participando de programas da Rádio Grenal e do canal Intervenção no YouTube.

Como jogador, construiu uma carreira de destaque com passagens por Brasil de Pelotas, Grêmio, Joinville, Novo Hamburgo, Portuguesa e Monaco, mas foi no Internacional que alcançou o status de ídolo. Capitão em parte da trajetória colorada, conquistou títulos marcantes, entre eles as Copas Libertadores de 2006 e 2010, consolidando seu nome na história do clube.

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