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·22 de setembro de 2026

Boto, do Flamengo, lamenta mudanças da CBF: 'Liga mais fraca'

Imagem do artigo:Boto, do Flamengo, lamenta mudanças da CBF: 'Liga mais fraca'

O diretor técnico do Flamengo, José Boto, deu fortes declarações contrárias à mudança divulgada pela CBF acerca da redução do limite de estrangeiros no futebol brasileiro. Nesta terça-feira (22/9), dia seguinte ao anúncio, o português revelou acreditar que a qualidade da “liga” nacional pode cair com a medida.

Segundo Boto, em declarações ao portal “Coluna do Fla”, as mudanças não serão suficientes para manter os jovens jogadores de talento no Brasil. Dessa forma, para o diretor, o nível dos torneios ficarão em xeque.


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Flamengo foi um dos dois clubes que votou contra mudanças da CBF – Foto: ADRIANO FONTES/FLAMENGO

Como estrangeiro que trabalha no Brasil, mas que já trabalhou em outras ligas, vou dar a minha opinião, embora respeite, como é óbvio, quem fez esses estudos. Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro. Pelo contrário; vai por a liga mais fraca, porque os jogadores vão continuar saindo para a Europa muito novos, e os clubes – não tendo a possibilidade de reter esses jogadores de valor -, vão ter que jogar com jogadores com menos valia, e isso vai abaixar a qualidade da liga brasileira”, afirmou o diretor do Flamengo, um dos clubes (ao lado do Bahia) a votar contra a medida.

Diretor do Flamengo sugere outra mudança

José Boto, então, falou sobre uma medida específica, já até abordada por seu compatriota e rival Abel Ferreira, técnico do Palmeiras. Para o dirigente, a CBF deveria extinguir a regra que limita a 12 jogos a quantidade de aparições que um jogador pode ter antes de trocar de clube dentro de uma mesma temporada. Ele relembra, afinal, que tal regra não existe nas principais ligas do mundo.

Acho que há uma medida que, essa sim, faria todo o sentido, que era a de não limitar as transferências entre clubes brasileiros a um número de jogos. Porque isso é algo que não existe em mais nenhuma parte do mundo. Isso faz com que o dinheiro saia daquilo que é o ecossistema do futebol brasileiro”, discorreu.

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