Jogada10
·24 de setembro de 2026
Boto, sobre pressão no Flamengo: “Multiplicada por mil”

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·24 de setembro de 2026

O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, participou nesta quinta-feira (24/9) do “Portugal Football Summit”, na FPF Arena Portugal, em Oeiras, na região de Lisboa. Durante o evento, o dirigente falou sobre a rotina no clube, a pressão em torno do futebol brasileiro e as estratégias para a formação do elenco rubro-negro.
Ao lado de Fernando Meira, diretor de futebol do Vitória de Guimarães (POR), e Sami Khedira, assistente técnico do Real Madrid, Boto destacou o ambiente que envolve o Flamengo e afirmou que os jogadores precisam estar preparados para lidar com uma cobrança acima do habitual.

José Boto (esq.) participa do “Portugal Football Summit” – Foto: Divulgação / Flamengo
“Quando contrata um jogador para jogar no Flamengo, tem de estar preparado para jogar, mas também para a loucura que é o Campeonato Brasileiro. De três em três dias passa de besta a bestial, de uma forma mais agressiva e até mais invasiva da vida privada dos jogadores. Então, quanto mais experiente for o jogador, maior capacidade terá para lidar com essa pressão exagerada. No Flamengo, esse exagero é multiplicado por mil”, afirmou.
O dirigente também comentou as contratações de Joaquín Freitas e Anthony Valencia, feitas na reta final da janela. Segundo Boto, a chegada dos dois jogadores não representa uma mudança na estratégia do Flamengo, mas uma antecipação do planejamento para os próximos anos.
“Achamos que era a altura ideal para trazer sangue novo, porque a equipa estava com uma média de idades muito alta. No imediato quase não precisávamos de contratações, mas pensamos no Flamengo de 2027 e de 2028”, explicou.
Boto também criticou a redução gradual do limite de estrangeiros aprovada pela CBF para o Brasileirão. A partir de 2027, serão permitidos oito atletas estrangeiros por partida, número que cairá até cinco em 2030.
“Os jogadores brasileiros vão continuar a sair muito cedo. Não há capacidade para reter esse talento. Essa medida enfraqueceria a liga brasileira e não acredito que trouxesse nada à qualidade do futebol brasileiro”, disse.

Evento em Portugal conta com participação de José Boto – Foto: Divulgação / Flamengo
O dirigente ainda defendeu que o diretor de futebol tenha participação diária na gestão do clube, e não apenas nas janelas de transferências. Para Boto, o trabalho envolve integrar diferentes áreas em busca do desempenho esportivo.
“O diretor esportivo não é apenas a pessoa que contrata jogadores nas janelas e depois desaparece. É um trabalho diário de gestão das várias equipes multidisciplinares do clube, colocando todas elas a serviço da equipe de futebol e da performance que queremos. No Flamengo, tudo o que não seja ganhar é um mau resultado”, afirmou.







































