Mercado do Futebol
·23 de março de 2026
Bracks analisa passagem de técnicos estrangeiros no Atlético e fala sobre saída de Sampaoli

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Pela 8ª rodada do Brasileirão 2026, o Atlético visitou o Fluminense no último sábado (21), e saiu derrotado por 1 a 0. E nesta segunda (23), em meio a Data FIFA, o CSO alvinegro, Paulo Bracks, participou de entrevista ao CNN Sports, e falou sobre as recentes passagens de treinadores estrangeiros no Atlético.
O dirigente relembrou a passagem de Dudamel, em 2020, e falou sobre as mudanças que os treinadores estrangeiros costumam fazer nos clubes.
A gente ouve muitas histórias ali dentro de treinadores que não deram certo, o período foi curto e que algumas diretrizes internas de cultura nossa foram mudadas de forma abrupta, o que gera sempre um desconforto. Teve o Dudamel, que ficou pouco tempo e não deixa muitas saudades lá dentro do CT. (…) A gente ouve algumas algumas histórias ali dentro que foi um pouco do desconhecimento também da parte do corpo técnico de chegar aqui no Brasil, e isso pesa para alguns, não entender como que funciona o futebol brasileiro. (…) Então, do outro lado, também não deve ter tido saudade”, disse.
O CSO atleticano falou também sobre Jorge Sampaoli, que deixou o clube recentemente, e que é muito bem querido pela torcida alvinegra. Sua chegada, inclusive, foi após clamor popular nas redes sociais.
“É recente, a saudade demora um pouquinho ainda para pegar, eu vou sair nessa. (…) Espera, espera o tempo correr um pouco. (…) Eu acho que daqui a alguns meses eu te falo se deu a saudade ou não. Houve um apelo popular muito grande. A gente não pode fechar os ouvidos para o que é a Massa, para o que é a torcida do Atlético. A gente não pode tomar as nossas decisões sem entender onde a gente está”, declarou.
O dirigente revelou ainda os motivos da saída do comandante do clube, e afirmou que foram decisões internas sobre o projeto esportivo.
Foi além de uma questão meramente de campo e de placar. A gente entendeu que o momento era de uma ruptura de trabalho técnico por vários fatores, principalmente por alinhamento do projeto, alinhamento do planejamento e dos objetivos do ano. Então, a gente também não pode ignorar que a torcida ela tem o seu papel. Tinha coisas positivas, tinha coisas negativas, a gente sopesou e naquele momento a gente fez”, contou.
Por fim, Paulo analisou o futebol brasileiro, o histórico do Galo com ‘gringos’ a beira de campo, e projetou a passagem de Dominguez no clube.
“Pela história do Atlético, os treinadores estrangeiros começaram de certa forma recente. A gente vai ali para 1999, quando eu estava na arquibancada, teve ali o Dario Pereira. Passa mais uns 15, quase 20 anos, vem o Diego Aguirre. Mais uns três, quatro anos e aí começa essa era de treinadores estrangeiros. O futebol brasileiro é muito peculiar. É um país continental, são jogos quarta e domingo e às vezes você tem um dia só de treino”, refletiu. Eu quero não ter essas lembranças ruins e ter só as lembranças boas para a gente ter uma performance boa com Eduardo Domínguez.
Com a Data FIFA nesta semana, o Atlético terá um período mais longo de treinamentos antes do próximo compromisso. O retorno aos gramados será no dia 2 de abril, novamente fora de casa, contra a Chapecoense, em Santa Catarina.









































