oGol.com.br
·01 de outubro de 2026
Brasil muda de adversário, mas o principal destaque da Índia nasceu na Austrália e abriu mão de cidadania

In partnership with
Yahoo sportsoGol.com.br
·01 de outubro de 2026

Depois de dois amistosos contra a Austrália, o Brasil vai enfrentar um adversário diferente neste sábado. Em Calcutá, jogará contra a Índia, mas o principal destaque do novo rival é justamente um australiano...
Ryan Williams, camisa 10 da Índia, nasceu em Subiaco, na Austrália. O meia chegou a defender as seleções de base dos Cangurus, disputando, inclusive, o Mundial sub-20 de 2013 pelo país.
Nessa época, já estava na Inglaterra. Ainda em 2011, com 18 anos, estreou como profissional pelo Portsmouth na Championship. Defendeu o Fulham também na Segunda Divisão e foi campeão da Premier League sub-18 pela equipe, com gol do título diante do Blackburn, de Tim Payne, lateral neozelandês sensação na última Copa do Mundo e hoje no Olímpia.
Ryan Williams defendeu ainda Barnsley, Rotherham e Oxford antes de deixar a Inglaterra. Foram mais de 250 jogos de liga entre a segunda e a terceira divisão no futebol inglês até o meia voltar para a Austrália para jogar sua única temporada profissional no país natal, pelo Perth Glory.
Em 2019, Williams fez seu primeiro e último jogo pela seleção principal australiana, uma derrota por 1 a 0 para a Coreia do Sul, de Son Heung-min, em amistoso. Sem espaço na seleção australiana, o meia tomou uma decisão drástica.
Aplicou para a cidadania indiana para defender o país. A mãe de Ryan, Audrey, é de Mumbai e seu avô, Lincoln Grostate, chegou a jogar profissionalmente no país. Mas a decisão, que parece simples para muitas naturalizações, tem de ser bem considerada em se tratando da Índia.
O país não aceita dupla nacionalidade e, portanto, para se naturalizar indiano, Williams abriu mão da cidadania australiana. A regra impede que muitos descendentes espalhados pelo mundo representem a seleção indiana, o que fez com que Williams fosse de cara abraçado pelos torcedores locais.
A Índia tem uma relação forte com o futebol, embora sem nunca ter criado um projeto sólido para desenvolver o esporte no país. A Indian Super League, criada em 2013 como um torneio de tiro curto, chegou a atrair veteranos renomados como Roberto Carlos, Anelka, Alessandro Del Piero, Nesta, Marco Materazzi, Elano, Malouda e Diego Forlán, mas nunca passou de um projeto midiático insustentável. A grande rivalidade local é justamente entre indianos que torcem pela Argentina e indianos que torcem pelo Brasil...
A grande maioria dos convocados para enfrentar o Brasil atua no futebol local, em uma liga mais longa do que a do tempo das estrelas internacionais, mas de um nível competitivo bem baixo. A única exceção é o jovem goleiro reserva Som Kumar, que joga na segunda divisão eslovena.
Grande nome da seleção e camisa 10, Ryan Williams começou a ser convocado em 2025, já depois dos 30 anos. São cinco jogos pelo país e três gols. O último deles contra o Panamá, no amistoso recente, um empate em 1 a 1 que foi comemorado como vitória na Índia. Agora, com um olhar de admiração pela representatividade do futebol brasileiro, Ryan e sua seleção encaram o maior desafio futebolístico do país.







































