Brasil muda tática, sofre sustos, mas vira sobre a Austrália em segundo amistoso entre as seleções | OneFootball

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·29 de setembro de 2026

Brasil muda tática, sofre sustos, mas vira sobre a Austrália em segundo amistoso entre as seleções

Imagem do artigo:Brasil muda tática, sofre sustos, mas vira sobre a Austrália em segundo amistoso entre as seleções

A seleção Brasileira saiu na frente, sofreu a virada, mas reverteu a vantagem e venceu o segundo amistoso contra a Austrália por 4 a 2 no Suncorp Stadium, em Brisbane, nesta terça-feira (29). Com gols de Vanderson, Raphinha (pênalti), Bruno Guimarães e Vinícius Júnior (pênalti), os brasileiros mostraram evolução de jogo com a mudança tática, apesar dos sustos sofridos no primeiro tempo, sacramentando a primeira vitória no ciclo para a Copa do Mundo de 2030. Pelo lado australiano, Alessandro Circati e Conor Metcalfe marcaram para os Socceroos.

A escalação, baseada em um 4-3-3, melhorou a dinâmica e criação de jogo do Brasil, convertida em boas trocas de passes e a imposição de um jogo rápido e intenso no começo, fator que levou a um gol rápido. Das mudanças em relação ao time anterior, Jair se destacou pela marcação focada em Irankunda, Vanderson conseguiu subidas a ponto de fazer um gol rapidamente e Gabriel Bontempo deu a assistência para o primeiro gol.


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No entanto, ao longo da primeira etapa, os erros de passes e posicionamento do meio-campo e do ataque, somados com a devolução de intensidade dos australianos e marcações altas na saída de bola brasileira, resultaram no gol de empate por escanteio de Circati e, minutos depois, em um golaço de fora da área de Metcalfe. A marcação defensiva australiana, no final da primeira etapa, também resultou em um pênalti para o Brasil convertido por Raphinha.

No segundo tempo, a exploração do jogo rápido e das jogadas pela esquerda levaram tanto ao terceiro gol, por meio de cruzamento rasteiro e finalização de Bruno Guimarães, quanto no pênalti que sacramentou a vitória, com Vinícius Júnior.

Os australianos, na segunda etapa, conseguiram chegar pelas laterais e por escanteios, porém sem a mesma efetividade dos 45 minutos iniciais. Houve, ainda, na metade do segundo tempo, um desentendimento de Souttar com Endrick, que resultou em uma confusão generalizada.

PRIMEIRO TEMPO

A seleção brasileira começou o jogo com uma postura mais intensa e dominante que a do primeiro jogo, com trocas de passes e boa dinâmica pelo meio do campo e pelo lado direito. E foi do segundo setor que saiu o primeiro gol do jogo: a troca de passes deixou de ser curta a partir da jogada em profundidade de Danilo Santos para Rayan. O ponta-direita, dentro da área, acionou Gabriel Bontempo que, em sua estreia, rolou para Vanderson, em efeito surpresa, chegar dominando e chutando com o peito do pé para a meta, sem chances para o goleiro Patrick Beach. Foi o primeiro gol do brasileiro em seu retorno à seleção.

A intensidade brasileira seguiu após o gol, aproveitando os espaços cedidos pelos jogadores da Austrália. E foi assim que, aos quatro minutos, Rayan disparou pelo meio-campo e por dentro, acionando Raphinha. O capitão brasileiro arriscou duas finalizações que pararam nas defesas de Beach, com a jogada parando em um toque de mão de Danilo no segundo rebote. Aos 7, Bontempo e Rayan trocaram passes pela direita, mas o camisa 26 chutou pelo alto, sem perigo.

A primeira chegada Australiana no ataque se deu aos nove minutos, porém sem chances de finalização por conta da marcação, que funcionou bem no começo. Foi neste momento, também, que os brasileiros fizeram saídas de bola que tiveram sucesso em sair da grande área, mas não deram continuidade de jogada quando a bola chegou na intermediária. A mesma pressão australiana também veio da parte do Brasil, que forçou um chutão de Beach para a lateral aos 20 minutos, no mesmo tipo de saída de bola.

Houve segurança defensiva até os 20 minutos, com Jair anulando muitas das jogadas e avanços de Irankunda, que chegou a inverter seu lado. Da mesma forma, a atitude ofensiva era em busca de Raphinha e Vini Jr., apesar de tentativas de cruzamento e passes erradas para os atacantes. O Brasil chegou a 67% de posse nesse recorte de tempo.

Aos 27 minutos, os australianos conseguiram um escanteio a partir de um desvio de Mauro Júnior em uma tentativa de cruzaento de Circati. Metcalfe cobrou, Rayan desviou a bola e atrapalhou a saída de Otávio, o que permitiu com que Circati, com a parte de fora do pé, desviasse para o gol livremente. A revisão da arbitragem confirmou o gol após suspeitas de que o zagueiro australiano estivesse impedido.

A virada australiana veio quatro minutos depois: Rayan errou um passe pela direita, feito para trás, o que fez com que Irankunda avançasse livremente pelo meio. O camisa 17 acionou Tete Yengi que, pelo meio, tocou para Metcalfe. O meia viu a troca de passes entre Jacob Italiano e Circati, com o camisa 3 devolvendo para o camisa 8 que, de fora da área, chapasse no ângulo. Otávio, levemente adiantado, não alcançou a bola. Foi a primeira virada do jogo.

Apesar do baque dos dois gols e determinados erros de passe, o Brasil seguiu criando com base em jogadas de Raphinha, como um cruzamento para Gabriel Magalhães e um passe para Vinícius Júnior, cujas finalizações não foram efetivas.

A persistência levou ao pênalti: aos 42 minutos, Bruno Guimarães passou em profundidade para Danilo que, dentro da área, sofreu o carrinho de Souttar e viu a arbitragem confirmar a infração pelo VAR. Raphinha acertou o canto direito, o esquerdo de Beach, e não permitiu a defesa do goleiro australiano, empatando a partida na reta final do primeiro tempo.

O último lance da primeira etapa veio em um erro de saída de bola brasileiro: Otávio deu no pé de Irankunda, mas o atacante australiano escorrega e, ao se recuperar, finaliza por cima do gol brasileiro.

Apesar dos sustos, o Brasil terminou a primeira etapa com 56% de posse de bola. A Canarinho chegou a ter 64% na primeira metade, antes dos gols sofridos.

SEGUNDO TEMPO

O gol de Raphinha foi o último ato do atacante no jogo. Um desconforto na coxa fez com que Carlo Ancelotti colocasse Endrick em seu lugar para a segunda etapa. O atacante foi essenciala para diversas jogadas brasileiras ao longo dos 45 minutos finais.

Ainda assim, foi a Austrália quem começou pressionando. Irankunda superou a marcação, recebeu na linha de fundo e cruzou baixo, exigindo que Otávio espalmasse a bola. Os defensores afastaram em seguida.

A resposta brasileira foi rápida e veio do lado direito, ainda no primeiro minuto: Vanderson e Gabriel Bontempo trocaram passes e, perto da grande área, o meia do Santos cortou a marcação antes de finalizar, gerando escanteio no desvio de Metcalfe. O cruzamento gerou afastamentos até que a bola chegou em Vini Jr., que cruzou com perigo, mas sem objetivo.

Houve erros de passe do Brasil no início da etapa. Um deles fez com que Irankunda avançasse aos nove minutos da etapa, mas o atacante sofreu com a marcação de Jair, que o perseguiu desde o primeiro tempo e evitou outras criações perigosas. A recuperação gerou um contra-ataque que partiu do passe de Vanderson para Rayan que, mais recuado, acionou Endrick. O atacante brasileiro se desmarcou de Aziz Benich, arrancou por dentro e, perto da área, tocou para Vinícius. O camisa 7 acionou Danilo, que arrancou pela esquerda e chutou na diagonal, dentro da área, forçando a defesa de Beach.

A intensidade brasileira no começo forçou faltas por parte da Austrália, pela intermediária. Ainda assim, a recuperação dos Socceroos forçou uma jogada inefetiva aos 14, com cruzamento de Irankunda na área, e um cabeceio por cima do gol de Circati, no minuto seguinte, após cruzamento de Metcalfe.

Ancelotti promoveu a estreia do lateral-direito Matheuzinho aos 16 minutos. Ele entrou no lugar de Vanderson, em uma leva que também contou com as entradas de Andrey Santos e Estêvão nos lugares de Gabriel Bontempo e Rayan, respectivamente. Com isso, o esquema permitiu que Danilo e Bruno Guimarães avançassem mais, o que foi essencial para a recuperação brasileira.

Aos 20 minutos da etapa, uma confusão se instaurou perto dos bancos de reservas: Endrick se irritou com Souttar, após o zagueiro marcar o atacante e deixar uma mão em seu rosto. O camisa 9 do Brasil o empurrou, o que fez com que outros jogadores da Austrália reclamassem e partissem pra cima do jogador do Real Madrid. Um bolo se formou e Tete Yongi chegou a deixar a mão em Endrick, que caiu no chão. A situação intensificou com a intervenção das comissões técnicas e levou minutos para ser resolvida, mas sem outros atos violentos. Edrick e Souttar levaram cartão amarelo.

Metcalfe saiu para entrada de McGree aos 23 minutos, o que diminuiu a criação australiana ao longo da partida.

Certo foi que, aos 23 minutos, o efeito dos avanços dos meias titulares do Brasil se mostrou positivo: Na saída brasileira da defesa, Jair acionou Bruno Guimarães, que tocou rapidamente para Andray e avançou. O volante tocou para Endrick, que acionou Danilo e disparou para a área. O jogador do Botafogo tocou para Vinícius Júnior pela esquerda e, perto da área, encarou a marcação, passou rasteiro para Endrick e, da linha de fundo, o camisa 9 acionou Bruno, que, como efeito surpresa, chutou alto para a meta, sem chance para os marcadores de linha ou para Beach.

Os brasileiros quase ampliaram aos 30 da segunda etapa: Vini Jr., novamente, disparou pelo lados esquerdo e cruzou rasteiro. Endrick fez o corta-luz, a bola chegou em Estêvão e a finalização foi espalmada por Beach. A bola, porém, chegou de surpresa pra Endrick, que não reagiu a tempo para finalizar no gol e só desviou para a linha de fundo.

Três minutos depois, o Brasil foi efetivo novamente com Vinícius Júnior. O camisa 7 enfrentou a marcação de Italiano e Irankunda, dando uma caneta no primeiro e sofrendo o pênalti do segundo. Na cobrança, Vini também chutou no canto, mas no esquerdo (direito de Beach), sem chances para o goleiro australiano defender e garantindo o quarto gol do Brasil.

Ancelotti, aos 37, também colocou Samuel Lino e Martinelli, nos lugares de Vinícius e Bruno Guimarães, para a reta final do jogo. Foi a estreia do volante do Fluminense e o segundo jogo do atacante do Flamengo. Quatro minutos depois, foram as vezes de Arthur Dias, Vitor Reis e Breno Bidon entrarem nos lugares de Jair, Danilo e Mauro Júnior.

A última jogada de perigo do jogo foi australiana: Otávio tirou um cruzamento de escanteio de soco, mas não o suficiente para a bola sair da área. No rebote, Jackson Irvine tentou uma bicicleta sentado e desviou a bola para Harrington, que chutou fraco, mas muito próximo da trave do goleiro brasileiro.

PRÓXIMOS JOGOS

O Brasil viaja para Calcutá e, no próximo sábado (03), enfrenta a Índia no Estádio Salt Lake, às 11h (horário de Brasília), fechando a série de amistosos da Data Fifa. Já a Austrália, sem um terceiro amistoso definido neste período, deve voltar em 09 de janeiro, quando estreia na Copa da Ásia enfrentando Singapura.

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