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·28 de maio de 2026

Brasil nas Copas: 1962, bicampeonato com autoridade

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Visto então como potência do futebol mundial, o Brasil chegou ao Chile em 1962 como um dos favoritos ao título. Tinha uma equipe forte, com vários campeões de 1958. Os adversários não escondiam o respeito e a admiração pela Amarelinha. E foi o que se viu jogo a jogo durante a competição que resultaria no bicampeonato.

Para tentar triunfar de novo, a Seleção Brasileira seguiu praticamente o planejamento da edição anterior, com algumas poucas mudanças na comissão técnica. Dos jogadores do título de 1958, apenas dois perderam a condição de titular na estreia, contra o México: Bellini, substituído por Mauro, e Orlando, que deu lugar a Zózimo.


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A campanha teve início com a vitória sobre os mexicanos por 2 a 0, em 30 de maio, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, com gols de Zagallo e Pelé.

Na partida seguinte, o empate contra a Tchecoslováquia (0 a 0), no mesmo local, foi ofuscado pelo tormento que abalou a equipe: Pelé distendeu o músculo da coxa esquerda aos 27 minutos do primeiro tempo e deu adeus ao Mundial.

Com sua exclusão, Pelé deu espaço para Amarildo, que entrou no time e correspondeu acima das expectativas. Foi ele, por exemplo, o autor dos dois gols da vitória de virada sobre a Espanha (2 a 1) no último compromisso do Brasil na fase de grupos, mais uma vez no Sausalito.

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Disputa de bola em Brasil x Chile com Didi e Nilton Santos na jogadaCrédito: acervo CBF

Vale ressaltar que o sucesso da Seleção nessa Copa também se deu, em boa parte, graças às atuações de Garrincha. Ele mostrou seu repertório em várias partidas e foi coroado com gols, passes e dribles que entraram para a história do futebol.

Nas quartas de final, a Seleção derrotou a Inglaterra por 3 a 1, no mesmo estádio, gols de Garrincha (2) e Vavá, e se credenciou para pegar os anfitriões na semifinal. Mas não tomou conhecimento dos donos da casa: 4 a 2 no Chile, em 13 de junho, diante de 76 mil pessoas, no Estádio Nacional, de Santiago. Garrincha (2) e Vavá (2) marcaram para a equipe.

Na final, em 17 de junho, com Garrincha acometido de uma febre de 38 graus, a Seleção manteve o ímpeto para superar a Tchecoslováquia por 3 a 1, no Nacional, com gols de Amarildo, Zito e Vavá. Garantia assim mais um título para o Brasil, com um futebol de primeira, elogiado por toda a imprensa internacional.

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Gol de Amarildo na final: Brasil 3 x 1 TchecoslováquiaCréditos: Acervo CBF

Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1962:

Goleiros: Castilho (Fluminense) e Gilmar (Santos);

Defensores: Altair (Fluminense), Bellini (São Paulo), Djalma Santos (Palmeiras), Jair Marinho (Fluminense), Jurandir (São Paulo), Mauro (Santos), Nilton Santos (Botafogo) e Zózimo (Bangu);

Meio-campistas: Didi (Botafogo), Mengálvio (Santos), Zequinha (Palmeiras) e Zito (Santos);

Atacantes: Amarildo (Botafogo), Coutinho (Santos), Garrincha (Botafogo), Jair da Costa (Portuguesa), Pelé (Santos), Pepe (Santos), Vavá (Palmeiras), Zagallo (Botafogo).

Técnico: Aymoré Moreira.

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