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·30 de maio de 2026

Brasil nas Copas: 1970, o espetáculo do tricampeonato

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Pelé celebra o título após a goleada sobre a Itália por 4 a 1Créditos: Acervo Fifa

A Seleção mais reverenciada de todos os tempos, com uma penca de craques, deu um espetáculo no México, na Copa do Mundo de 1970. Com alegria, objetividade e técnica bastante apurada, a Seleção Brasileira fez o mundo se render à beleza de seu futebol-arte e à genialidade de Pelé e companhia.


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Logo na estreia daquele Mundial, em 3 de junho, a Amarelinha não tomou conhecimento da forte equipe da Tchecoslováquia. Goleou por 4 a 1, no Estádio Jalisco, em Guadalajara. Rivellino, Pelé e Jairzinho, duas vezes, anotaram os gols do Brasil, então comandado pela primeira vez em Copas do Mundo por Zagallo.

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Carlos Alberto Torres, o capitão de 1970, com a taça do triCréditos: Sebastião Marinho

No segundo jogo, o adversário foi a Inglaterra, também candidata ao título, uma vez que vinha com moral por ter conquistado a Copa de 1966, em seus domínios. Com outra atuação muito boa, de novo no Estádio Jalisco, a Seleção Brasileira venceu por 1 a 0, gol de Jairzinho.

Após essas duas vitórias convincentes contra duas seleções europeias de peso, o Brasil passou a impor mais respeito ainda. Para fechar a fase de grupos, coube a Amarelinha derrotar outra representante do Velho Continente: a Romênia, batida por 3 a 2, no Jalisco, diante de 50 mil pessoas.

Pelé, por duas vezes, e novamente Jairzinho fizeram os gols da equipe. Classificado em primeiro no Grupo 3, com 100% de aproveitamento, o Brasil enfrentou o Peru pelas quartas de final.

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Disputa de bola em Brasil x Inglaterra: Copa de 1970Créditos: Acervo Fifa

O jogo, de novo no Jalisco, terminou com outra goleada brasileira: 4 a 2, gols de Rivellino, Tostão, por duas vezes, e Jairzinho. O vizinho sul-americano não tinha como fazer frente àquela seleção. Foi assim também na semifinal, diante de outro rival do continente, o Uruguai, ainda no Jalisco, sede de cinco das seis partidas do Brasil no Mundial.

Clodoaldo, Rivellino e Jairzinho foram os artilheiros do Brasil na partida que selou a vaga da Seleção na disputa pelo título.

O auge daquela campanha histórica se deu em 21 de junho de 1970, no Estádio Azteca, na Cidade do México, com 107 mil torcedores presentes.

Pelé, Gerson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres levaram o goleiro Enrico Albertosi ao desespero nos quatro gols do Brasil, que derrotaria a Itália por 4 a 1, numa das exibições mais marcantes de confrontos entre seleções nacionais. O Brasil esbanjava talento e criatividade e a Seleção de 70, com o tri, confirmava a supremacia e a magia do futebol brasileiro.

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Jairzinho na comemoração do gol marcado por ele na final contra a ItáliaCréditos: Reprodução Fifa

Naquela Copa, pelo menos quatro jogadas de efeito passaram a fazer parte de todas as enciclopédias que se propuseram a contar a história do futebol, todas elas envolvendo Pelé.

São elas: a bola chutada do meio de campo, que saiu raspando o travessão, enquanto o goleiro tcheco Viktor corria aturdido a fim de detê-la; a antológica defesa do goleiro inglês Gordon Banks em uma finalização de cabeça do Rei no canto direito, após cruzamento de Jairzinho; o inédito drible de corpo que enganou Mazurkiewicz, seguido da conclusão que saiu caprichosamente pelo lado esquerdo da baliza defendida pelo uruguaio; e o toque de gênio, calculado com régua e compasso, para Carlos Alberto Torres marcar o quarto gol contra a Itália.

Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1970:

Goleiros: Ado (Corinthians), Emerson Leão (Palmeiras) e Félix (Fluminense);

Defensores: Baldochi (Palmeiras), Brito (Flamengo), Carlos Alberto Torres (Santos), Everaldo (Grêmio), Fontana (Cruzeiro), Joel Camargo (Santos), Marco Antônio (Fluminense), Piazza (Cruzeiro) e Zé Maria (Portuguesa);

Meio-campistas: Clodoaldo (Santos), Gerson (São Paulo), Paulo César Caju (Botafogo) e Rivellino (Corinthians);

Atacantes: Dadá Maravilha (Atlético-MG), Edu (Santos), Jairzinho (Botafogo), Pelé (Santos), Roberto Miranda (Botafogo) e Tostão (Cruzeiro).

Técnico: Zagallo.

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