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·02 de junho de 2026
Brasil nas Copas: 1982, Seleção encanta o mundo de novo

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A Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, dividiu opiniões. De um lado, reconquistou o coração de milhões de torcedores com seu futebol vistoso, de muita habilidade, com grandes atuações. Como contraponto, recebeu a crítica dos que reconheciam o potencial da equipe do técnico Telê Santana, mas não perdoaram a eliminação da Amarelinha, em jogo marcante contra a Itália, ao fim da segunda fase.
Se ao menos empatasse aquela partida, em que foi batida por 3 a 2, a Seleção Brasileira avançaria à fase semifinal.
O meio de campo de então, formado por Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico, é até hoje reverenciado como um dos mais destacados de todas a história das Copas.

Zico e Sócrates: craques de sobra na Amarelinha em 1982Créditos: Acervo CBF
A Seleção Brasileira estreou em 14 de junho, contra a União Soviética, no Estádio Ramón Sanchez Pizjuán, em Sevilha, diante de 68 mil torcedores. Fez uma boa partida e venceu, de virada, por 2 a 1, com dois belos gols, de Sócrates e Éder. Dias depois, ainda em Sevilha, mas no Estádio Benito Villamarin, a Amarelinha goleou a Escócia por 4 a 1, com outra apresentação destacada.
Zico, Oscar, Éder e Falcão marcaram os gols brasileiros, que fechariam a primeira fase em 23 de junho, com outra goleada: 4 a 0 sobre a Nova Zelândia, gols de Falcão, Serginho e Zico, por duas vezes, também no Benito Villamarin.
Veio a segunda fase, com grupos de três seleções, em que apenas a primeira avançava até as semifinais. O Brasil teve como adversário Argentina e Itália.
No primeiro jogo, diante do rival sul-americano, que contava com Maradona, a Seleção Brasileira deu um show e ganhou por 3 a 1, gols de Zico, Serginho e Júnior. O jogo foi realizado no Estádio Parque do Sarriá, em Barcelona,
Bastava empatar contra a Itália, em 5 de julho, novamente no Sarriá, para a Amarelinha seguir na competição. E num jogo de alta qualidade técnica e de muito nervosismo, quem se saiu melhor foi a Itália, que venceu por 3 a 2, com três gols de Paolo Rossi.

Sócrates em ação na Copa de 1982: outro craque do BrasilCréditos: Acervo CBF
Sócrates e Falcão fizeram dois belos gols para o Brasil, que esteve duas vezes atrás no placar e conseguiu buscar o empate aos 23 minutos do segundo tempo. Mas, aos 30, numa saída errada de bola da defesa brasileira, o ataque da Itália não desperdiçou a oportunidade e marcou o terceiro.
Fim de linha precoce de uma Seleção que jogava de forma envolvente, buscando o gol a todo instante. Era formado por meio-campistas geniais que atuavam em perfeita sintonia, compensando a falta de um centroavante clássico A equipe dona de um estilo de jogo ofensivo, baseado em toques rápidos, movimentação constante e mestria técnica, não conquistou o título, mas fez ressurgir o futebol-arte.
Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1982:
Goleiros: Carlos Gallo (Ponte Preta), Paulo Sérgio (Botafogo) e Waldir Peres (São Paulo);
Defensores: Edevaldo (Internacional), Edinho (Fluminense), Juninho Fonseca (Ponte Preta), Junior (Flamengo), Leandro (Flamengo), Luizinho (Atlético-MG), Oscar (São Paulo) e Pedrinho (Vasco);
Meio-campistas: Batista (Grêmio), Falcão (Roma), Paulo Isidoro (Grêmio), Sócrates (Corinthians), Toninho Cerezo (Atlético-MG) e Zico (Flamengo);
Atacantes: Dirceu (Atlético de Madrid), Éder Aleixo (Atlético-MG), Renato (São Paulo), Roberto Dinamite (Vasco) e Serginho Chulapa (São Paulo).
Técnico: Telê Santana.







































