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Ian Chicharo Gastim·06 de maio de 2026
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Ian Chicharo Gastim·06 de maio de 2026
O Brasileirão, entra ano e sai ano, sempre acaba tendo muitas trocas de treinadores.
Mas você já parou para pensar qual seria a liga que mais demite técnicos no mundo?
De acordo com um levantamento recente do Observatório de Futebol do CIES (Centro Internacional de Estudos Esportivos), o Campeonato Brasileiro mantém uma das maiores taxas de troca de comando técnico no planeta, mas não tem a maior taxa!
Nos últimos 12 meses, 17 dos 20 clubes da Série A substituíram seus treinadores pelo menos uma vez, o que representa um índice de 85% de rotatividade na competição.
O estudo analisou 55 ligas ao redor do mundo e constatou que a mudança frequente de técnicos é uma tendência global, atingindo uma média de 65,2% dos clubes.
No topo do ranking de instabilidade aparece a primeira divisão do Chipre, onde 100% das equipes trocaram de comando no último ano.
Na América do Sul, além do Brasil, ligas como as do Peru, Venezuela, Paraguai e Chile também figuram entre as dez com maior impaciência em relação ao trabalho dos treinadores.
Em contrapartida, a liga da Noruega destaca-se como o porto seguro da estabilidade, registrando apenas três mudanças em 16 times (leia mais abaixo).
Além da frequência de trocas, o levantamento detalhou o perfil etário dos profissionais.
No Brasil, a média de idade dos técnicos é de 51 anos, ligeiramente superior à média global de 49,5 anos.
O país com os treinadores mais experientes é a Bulgária, com média de 55,6 anos, enquanto a Suécia aposta em uma renovação geracional, apresentando a média mais jovem, de 43,5 anos.
Para os especialistas do CIES, esses números expõem uma "instabilidade crônica" no futebol mundial.
O fenômeno é impulsionado pela pressão imediata por resultados, especialmente em ligas onde o imediatismo prevalece sobre o planejamento de longo prazo.
O estudo cita exemplos recentes, como a saída de Juan Pablo Vojvoda do Santos em março, como reflexo dessa cultura de demissões que molda o cenário do futebol brasileiro e internacional.

Diferente do cenário de alta rotatividade visto no Brasil e no Chipre, algumas ligas conseguem manter projetos de longo prazo.
A Eliteserien, da Noruega, é o maior exemplo de continuidade no futebol mundial: menos de 19% dos clubes trocaram de técnico no último ano.
A liga norueguesa não é apenas a que menos demite, mas também a que possui os vínculos mais longos.
Mais da metade dos treinadores (56,3%) estão no cargo há mais de dois anos, resultando em uma permanência média de quase 32 meses por técnico.
Entre as competições de maior peso econômico, a Espanha (La Liga) e a Inglaterra (Premier League) se destacam pela resiliência de seus treinadores.
Ambas registram apenas 40% de trocas nos últimos 12 meses.
Na Espanha, a média de permanência chega a 29 meses, refletindo uma cultura que, apesar da pressão, preserva o comando técnico por mais tempo que a média global.
O levantamento aponta que a estabilidade não está necessariamente ligada a treinadores mais velhos.
A Suécia (Allsvenskan), oitava no ranking de estabilidade, possui a média de idade mais baixa do estudo (43,5 anos), provando que é possível manter projetos estáveis apostando em profissionais da nova geração.
Já a França mantém suas duas divisões principais no top-10, com a Ligue 1 e a Ligue 2 apresentando índices de retenção de 50% ou mais.
📸 Pedro H. Tesch - 2025 Getty Images







































