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·04 de agosto de 2026
Brasileirão 1994: o bi nacional que o Palmeiras conquistou em cima do Corinthians

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Um ano depois de acabar com o jejum, o Palmeiras fez o que times grandes fazem quando encontram o caminho: repetiu. Em 18 de dezembro de 1994, no Pacaembu, o empate por 1 a 1 com o Corinthians confirmou o octacampeonato brasileiro e o bicampeonato nacional consecutivo.
O adversário da decisão deu ao título um sabor específico. Era o mesmo rival batido nas finais do Paulista e do Rio-São Paulo do ano anterior, e a terceira decisão seguida terminou do mesmo jeito. Na campanha, foram 31 jogos, 20 vitórias, 6 empates e 5 derrotas, com 58 gols marcados e 71,0% de aproveitamento.
🏆 Campeonato Brasileiro 1994
Título
Octacampeonato brasileiro
Técnico
Vanderlei Luxemburgo
Final
Contra o Corinthians
Artilheiro do ano
Evair (53 gols)
O Brasileirão de 1994 teve fórmula longa, com duas fases preliminares antes do mata-mata, e exigiu regularidade em 31 partidas — nove a mais que a campanha do título anterior. O time marcou quase dois gols por jogo e sofreu 30 no total.
Na temporada inteira foram 97 jogos em oito competições, 59 vitórias, 186 gols marcados e uma sequência invicta de 20 partidas. O ano completo está catalogado na temporada de 1994 do Data Palestra.
Passadas as fases iniciais, o mata-mata exigiu três confrontos de ida e volta. O Palmeiras venceu os seis jogos ou saiu deles sem derrota, eliminando Bahia e Guarani antes de reencontrar o rival de sempre na decisão.
📈 O caminho do Palmeiras no mata-mata de 1994
Quartas
Semifinal
Palmeiras 3 x 1 Guarani (08/12) e Guarani 1 x 2 Palmeiras (11/12)
Final
O primeiro jogo resolveu boa parte do problema. Com dois gols de Rivaldo e um de Edmundo, o Palmeiras venceu por 3 a 1 e chegou ao segundo confronto com a vantagem no bolso.
No jogo de volta, Marques abriu o placar para o Corinthians e devolveu a tensão à decisão. Aos 35 minutos do segundo tempo, Edmundo cruzou e Rivaldo empatou. O 1 a 1 bastava, e bastou: três gols nas duas partidas decisivas fizeram do meia o carrasco do rival e o nome do título.
Na decisão, o Palmeiras entrou com Velloso; Cláudio, Antônio Carlos, Cléber e Wágner; César Sampaio, Flávio Conceição (Amaral), Zinho e Rivaldo; Edmundo (Tonhão) e Evair. O grupo ficou conhecido pelo apelido que a imprensa da época emprestou do basquete americano, em referência ao Dream Team.
Foram 40 jogadores utilizados no ano, e Amaral liderou em participações, com 81 partidas. Evair fechou como artilheiro absoluto, com 53 gols — número que, três décadas depois, segue entre as maiores marcas individuais em uma temporada do clube.
O primeiro título prova que um time chegou. O segundo prova que ele veio para ficar. O bicampeonato nacional consolidou a Era Parmalat como o ciclo mais dominante do futebol brasileiro nos anos 90 e transformou o Palmeiras em referência de montagem de elenco.
Aquela geração aparece com força na comparação entre os melhores times da história do clube e rendeu ao Verdão dois dos 12 troféus nacionais que hoje aparecem na lista de títulos do Palmeiras.
Contra o Corinthians. O Palmeiras venceu o primeiro jogo da final por 3 a 1, no dia 15 de dezembro de 1994, e empatou o segundo em 1 a 1, no dia 18 de dezembro, garantindo o título.
Foram 31 jogos, com 20 vitórias, 6 empates e 5 derrotas, 58 gols marcados e 30 sofridos, saldo de +28 e aproveitamento de 71,0%.
Rivaldo. Ele marcou dois gols no primeiro jogo da decisão, que o Palmeiras venceu por 3 a 1, e ainda fez o gol do empate no segundo confronto, aos 35 minutos do segundo tempo, em jogada de Edmundo.
Velloso; Cláudio, Antônio Carlos, Cléber e Wágner; César Sampaio, Flávio Conceição (Amaral), Zinho e Rivaldo; Edmundo (Tonhão) e Evair. O técnico era Vanderlei Luxemburgo.
Evair, com 53 gols na temporada. Foi a maior marca individual do clube naquele ano, em que o Palmeiras disputou 97 jogos e marcou 186 gols.
Sim. O título de 1994 fez do Palmeiras octacampeão brasileiro e completou o bicampeonato nacional, já que o clube também havia vencido a edição de 1993.
Ganhar do rival em uma final já vale a temporada. Ganhar do rival em uma final que confirma o bicampeonato brasileiro coloca o ano em outra categoria. O Brasileirão de 1994 fechou o par de títulos nacionais que sustenta a memória daquela geração e deixou Rivaldo, Edmundo, Evair e César Sampaio no mesmo quadro.







































