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·24 de setembro de 2026

Brasileirão pode ter só 3 rebaixados: CBF leva proposta à próxima reunião

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Proposta também diminuiria o número de acessos da Série B e volta à mesa logo depois da aprovação do corte de estrangeiros, medida que teve voto contrário do Flamengo


A CBF vai levar à próxima reunião com os clubes o debate sobre a redução no número de rebaixados do Campeonato Brasileiro. Atualmente, quatro equipes caem da Série A para a Série B a cada temporada. A proposta em discussão prevê três quedas por ano.

O assunto volta à pauta dias depois do encontro desta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro. Na ocasião, clubes das Séries A e B aprovaram a redução gradual do limite de estrangeiros. Além disso, CBF e clubes já têm um novo encontro previsto para outubro.


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Por enquanto, a mudança permanece apenas no campo do debate. Nenhuma alteração no regulamento foi aprovada até aqui. Também não há definição sobre quando uma eventual nova regra passaria a valer.

Como funcionaria o Brasileirão com três rebaixados

Na prática, a redução mexe com duas divisões ao mesmo tempo. Se apenas três clubes caírem da elite, somente três equipes da Série B conquistarão o acesso. Dessa forma, a Série A manteria os 20 participantes.

A mudança poderia acontecer de forma progressiva. Uma das hipóteses levantadas previa um playoff entre o antepenúltimo colocado da Série A e o terceiro da Série B. Contudo, nenhum desses modelos chegou a ser votado.

A Série B, por sua vez, já passou por mudança nesta temporada. Em 2026, os dois primeiros colocados sobem diretamente. Enquanto isso, os times entre o terceiro e o sexto lugar disputam confrontos de ida e volta pelas outras duas vagas.

Por que parte dos clubes defende a mudança

O principal argumento dos defensores envolve a proporção de quedas. Hoje, a Série A rebaixa 20% de seus participantes em toda temporada. Na Premier League e em LaLiga, que também reúnem 20 clubes, apenas três equipes caem.

Além disso, dirigentes apontam o impacto financeiro de uma queda para clubes de grande estrutura. Vasco, Santos, Internacional, Grêmio, Bahia e Vitória entre os favoráveis à redução. Por outro lado, a proposta costuma enfrentar resistência na Série B. Afinal, os clubes da segunda divisão perderiam uma vaga de acesso por ano. Por isso, o tema exige negociação entre as duas divisões.

Discussão se arrasta desde 2023

A ideia não é nova. Em 2023, clubes levaram a proposta ao Conselho Técnico da Série A. Entretanto, a CBF indeferiu o pedido por perda do prazo de sugestões ao Regulamento Geral de Competições. Depois, em março de 2025, o assunto voltou ao Conselho Técnico e seguiu para análise do Conselho Nacional de Clubes. Na ocasião, dirigentes do Flamengo integravam o grupo de representantes da elite.

Já em fevereiro de 2026, a gestão de Samir Xaud avisou aos clubes da Série B que aprofundaria o debate. Desde então, a CBF priorizou outras pautas, como fair play financeiro, arbitragem e limite de estrangeiros.

O formato atual está em vigor há mais de duas décadas. Os pontos corridos começaram em 2003, quando apenas dois clubes caíram. A partir de 2004, o campeonato passou a rebaixar quatro equipes. Desde 2006, a Série A reúne 20 participantes.

Flamengo perdeu votação sobre estrangeiros

A reunião desta segunda-feira deixou o Flamengo em posição minoritária. Os clubes aprovaram a redução do número de estrangeiros relacionados por partida. O limite cairá de nove para oito em 2027 e chegará a cinco em 2030.

O Rubro-Negro votou contra, assim como Bahia e Londrina. Além disso, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, pediu a discussão da regra que limita transferências dentro do Brasileirão. Contudo, a CBF alegou que o tema não constava da pauta.

A decisão atinge diretamente o elenco rubro-negro, que tem dez jogadores estrangeiros atualmente. Assim, a próxima reunião deve reunir, além dos rebaixamentos, pautas que ficaram pendentes, como a trava de 12 jogos para transferências e a criação de equipes B.

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