Portal do Palestra
·18 de agosto de 2026
Cadê o brilho no olho de Abel no Palmeiras?

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·18 de agosto de 2026

O Palmeiras perdeu para o Fluminense por 3 a 2 no Maracanã, chegou a quatro jogos sem vencer e entra na semana mais decisiva da temporada com uma liderança do Brasileirão mais frágil do que a tabela mostra. No episódio 15 do Palestra Cast, porém, o assunto não é só a derrota — é a naturalidade com que o elenco a tratou.
Todos os assuntos estão no episódio 15 do Palestra Cast, o podcast semanal do Portal do Palestra.
Perder um jogo de Brasileirão fora de casa é normal, e o episódio começa reconhecendo isso. O problema apareceu depois do apito: a tranquilidade com que o grupo absorveu o resultado, como se a derrota fosse um item da rotina, num momento em que ela custa a liderança.
Em campo, os nomes cobrados são objetivos. Giay falhou de forma decisiva, e os dois lados do campo foram fracos — Piquerez, que já foi referência no setor, está longe do jogador que apresentava. Nem o gol de Gustavo Gómez no escanteio que abriu o placar muda a leitura, e o episódio é claro ao registrar a admiração pelo capitão: o incômodo é que a marca pessoal e o retorno da lesão tenham vindo antes da derrota na ordem das falas do pós-jogo.
A comparação que o episódio propõe é de régua: pelo tamanho do investimento, pela folha e pelo esforço da diretoria para manter o elenco, o Palmeiras não pode deixar o Flamengo passar e assumir a ponta. Na coletiva depois do jogo, o clima já era outro.
A volta contra o Cerro Porteño é nesta quarta-feira (19), às 19h, na Ueno La Nueva Olla. Como a ida terminou 1 a 1 no Nubank Parque, a conta é direta: vitória classifica, empate empurra a vaga para os pênaltis, em casa do adversário.
O retrospecto joga a favor — como visitante, o Verdão nunca perdeu para o clube paraguaio em 20 confrontos. Mas o episódio não se apoia nisso: o jeito como o Cerro jogou a ida mudou a temperatura do confronto, e Abel ainda terá de montar o time sem Andreas Pereira, suspenso, e sem Ramón Sosa, lesionado.
A leitura do episódio é dura e sem rodeio: uma queda nas oitavas da Libertadores transforma 2026 em ano vexatório. Não há placar de consolo nessa conta.
O Portal do Palestra deu em primeira mão a reunião entre Abel Ferreira, elenco, diretoria e Leila Pereira antes do treino de domingo. O episódio acrescenta a camada que estava por trás da informação: não foi um pacto de mão dupla entre iguais. Foi cobrança da diretoria em cima do treinador e do grupo por resultado.
O elenco abraçou a ideia, aplaudiu, e a conversa terminou com tom motivacional — o que era esperado. Mas o ponto de partida foi exigência, e é isso que dá o tamanho do momento interno do clube.
O Palmeiras fechou o primeiro semestre com déficit e mesmo assim segurou o elenco em uma aposta de quase R$ 400 milhões, recusando propostas por Allan, Flaco López e pelo próprio Gustavo Gómez. Investiu, manteve e não vendeu — exatamente o cenário que o treinador pediu.
Por isso o episódio rejeita o argumento do Campeonato Paulista como resposta às críticas. O Estadual é obrigação de quem tem esse orçamento, um treino de luxo dentro da temporada, e não pode ser o único título de um ano em que a régua subiu. A conta, agora, está na mão de Abel.
A distância que era confortável virou vantagem apertada, com o rival ainda tendo um jogo a menos e melhor saldo. Pior: o Flamengo voltou a jogar bem, com um gol de troca de passes contra o Mirassol que o episódio descreve como coisa de videogame.
O raciocínio vai além da temporada. Se o rubro-negro somar mais um Brasileirão e mais uma Libertadores, começa a encostar na contagem de títulos nacionais — e o posto de maior campeão do Brasil, que é patrimônio palmeirense, passa a ser disputado também na planilha. Deixar gordura na mesa hoje custa caro depois.
Depois de Assunção vem o Vasco, no dia 23, no Nubank Parque; na sequência, o clássico contra o Santos, com ida no dia 26 e volta em 2 de setembro na Vila Belmiro; e no meio, Mirassol fora de casa, entre 29 e 31 de agosto. É o trecho que define se o ano vira ou vai para o lixo.
O fecho do episódio é o mais duro de todos. Falta o Abel de vestiário que gritava “avante Palestra”, o treinador que puxava o grupo pelo exemplo — o brilho no olho sumiu. Falta querer, falta a entrega que apareceu na classificação heroica diante da LDU e que hoje não aparece em campo.
Ainda assim, a aposta é de que o time reage, porque o elenco existe: Jhon Arias, Allan, Maurício, Flaco López, Marlon Freitas e Andreas Pereira formam um time bem armado. O que se cobra é o que o torcedor sempre cobrou: jogar bola, se empenhar e honrar a camisa.
O jogo de volta das oitavas de final da Libertadores é nesta quarta-feira (19), às 19h de Brasília, no Estádio Ueno La Nueva Olla, em Assunção. Como a ida terminou 1 a 1 no Nubank Parque, vitória classifica o Palmeiras e empate leva a decisão para os pênaltis.
São quatro partidas sem vitória, com duas derrotas e dois empates, sequência que passou pela Copa do Brasil, pelo Brasileirão e pela Libertadores. A última foi a virada do Fluminense por 3 a 2 no Maracanã, no sábado (15).
Sim, mas com margem menor do que parecia. O Verdão fechou a 23ª rodada com três pontos de vantagem sobre o Flamengo, que ainda tem uma partida atrasada e melhor saldo de gols.
Cerro Porteño em Assunção no dia 19 de agosto, Vasco no Nubank Parque no dia 23, Santos no dia 26 na ida das quartas da Copa do Brasil, Mirassol fora de casa entre 29 e 31 de agosto e a volta contra o Santos em 2 de setembro, na Vila Belmiro.
O Palestra Cast sai toda semana com os assuntos mais quentes do mundo palmeirense. Acompanhe o podcast no YouTube, no Spotify e nas demais plataformas — e siga o Portal do Palestra no Instagram para não perder nenhum detalhe da temporada.







































