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·12 de setembro de 2026
Cadu diz como venda de Mingo foi decidida e admite impacto das eliminações

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·12 de setembro de 2026

O Bahia surpreendeu ao aceitar a venda de Santiago Ramos Mingo no final da janela de transferências, com pouco tempo para agir em uma possível reposição. Com uma oferta considerada como atrativa em mãos, o clube fez um cálculo envolvendo o valor da proposta e a queda de receitas em 2026 proveniente das eliminações precoces em torneios rentáveis.
Durante entrevista coletiva neste sábado (12), no CT Evaristo de Macedo, o diretor de futebol Cadu Santoro falou sobre como a venda do defensor argentino foi decidida, apesar de ir contra o seu desejo e principalmente o do técnico Rogério Ceni.
O dirigente tricolor admite que o seu desejo era de que o atleta ficasse no clube por mais tempo. Contudo, o preço oferecido pela equipe mexicana teria atingido o valor de mercado que o Bahia, com base em conceitos do Grupo City, entendia como aceitável.
“Temos muita inteligência não só aqui dentro do Bahia, mas também no Grupo, para entender o nível do atleta, potencial do atleta, qual é o mercado comprador. Quando sentamos na mesa para negociar com um clube do México ou Arábia, trazemos análise do comprador, valor investido, o valuation do nosso atleta, para que a gente possa entender até onde ir”.
Cadu ressalta ainda que a negociação foi contra o desejo de todos dentro do clube, mas que precisou ser tomada com base na saúde financeira.
“A operação do Mingo… O meu sentimento é de que não queria perder o atleta, o Rogério (Ceni) é quem ficou mais chateado com a saída, porque tirar um atleta titular nenhum treinador ficará feliz. Infelizmente temos que tomar decisões que muitas vezes não nos deixam felizes, mas precisamos pensar na saúde financeira do clube”.
A queda na segunda fase preliminar da Libertadores fez com que o Bahia deixasse de lucrar valores milionários dentro do torneio. Por exemplo, houve uma redução de mais de R$ 26 milhões em premiações em relação à competição de 2025, além de uma perda de mais de R$ 6 milhões em bilheteria.
Na Copa do Brasil, o Tricolor recebeu apenas o valor proveniente da participação na quinta fase. No total, o clube arrecadou R$ 7,5 milhões a menos do que na disputa de 2025.
Apesar de não citar valores, Cadu Santoro citou justamente as eliminações precoces como motivos que fizeram com que o clube precisasse arrecadar com outras fontes. Uma delas é justamente a venda de um ativo importante.
“Temos que encontrar o melhor momento para vender e entender se, caso não vendêssemos agora, o valor de mercado dele iria subir em dezembro? Ou iria abaixar? Não sei. Tivemos eliminações que nos doeram no sentimento e no bolso; naturalmente, temos que pôr na conta”.
Assim como afirmou na saída de Gilberto para o Athletico Paranaense, Cadu garantiu ter confiança na profundidade do elenco tricolor para suprir o desfalque ao menos até o fim da temporada. Para 2027, o clube fará um novo planejamento que pode incluir uma reposição direta.
“Estávamos seguros de que não faríamos uma reposição de urgência, na loucura, por termos qualidade no elenco atual, jogadores que podem suprir até o final do ano, e fazer uma nova avaliação. Por todos esses motivos, tomamos a decisão de aceitar essa oferta que mostra mais uma vez a valorização de um ativo que compramos por um valor e vendemos por um valor maior”.
Ramos Mingo foi vendido por cerca de R$ 51 milhões ao América do México. O valor é o dobro do que foi pago pelo Bahia pela compra do jogador um ano e meio antes.






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