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·01 de junho de 2026

Calleri atinge maior jejum da carreira em meio à decisão sobre renovação com o São Paulo

Imagem do artigo:Calleri atinge maior jejum da carreira em meio à decisão sobre renovação com o São Paulo

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A discussão sobre renovação de contrato de Jonathan Calleri ganha contornos ainda mais delicados quando os números recentes entram em cena. O atacante argentino, que durante anos foi sinônimo de gols, liderança e identificação com a torcida, vive atualmente seu momento mais complicado desde que retornou ao São Paulo.


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Ao completar 11 partidas consecutivas sem marcar, Calleri igualou o maior jejum de gols de toda a sua carreira profissional. O dado chama atenção porque não se trata apenas de uma má fase passageira, mas de uma sequência que já dura semanas e impacta diretamente o rendimento ofensivo de uma equipe que sofre para transformar volume de jogo em gols.

É verdade que o camisa 9 continua sendo um dos artilheiros do São Paulo na temporada, com 11 gols, empatado com Luciano. Também é justo reconhecer que sua contribuição vai além das finalizações: briga com zagueiros, pressiona a saída adversária, abre espaços e exerce papel importante no vestiário. Dorival Júnior já destacou diversas vezes essa entrega.

Por outro lado, o futebol é um esporte de desempenho e resultado. Um centroavante é naturalmente avaliado pelos gols que marca, e o momento de Calleri levanta questionamentos legítimos sobre planejamento futuro. Falar em renovação automática ou extensão de vínculo sem uma análise criteriosa do cenário atual pode parecer precipitado.

O São Paulo precisa avaliar alguns fatores:

  • A idade do atleta e sua condição física para os próximos anos;
  • O histórico recente de lesões e desgaste;
  • A queda de produtividade ofensiva;
  • O impacto financeiro de uma eventual renovação;
  • A necessidade de renovação gradual do elenco.

Isso não significa que Calleri tenha deixado de ser importante ou que mereça sair do clube. Significa apenas que decisões estratégicas precisam ser tomadas com base em desempenho, perspectiva futura e sustentabilidade financeira, e não apenas na história construída.

Afinal, o mesmo jogador que hoje vive o maior jejum da carreira foi decisivo em títulos recentes e marcou época no Morumbis. O desafio da diretoria é separar a gratidão pelo passado da análise racional sobre o futuro.

Se passar em branco no próximo jogo, Calleri estabelecerá o pior jejum de gols de sua carreira. E isso torna inevitável uma reflexão: o São Paulo deve renovar pensando no ídolo que ele foi ou no jogador que ele pode ser daqui para frente? Essa é uma decisão que exigirá mais planejamento do que emoção.

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