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·03 de junho de 2026
Camisa usada por Pelé na final da Copa de 1958 vai a leilão por quase R$ 30 milhões

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·03 de junho de 2026

A lendária camisa azul de número 10, usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, voltará a ser leiloada.
A casa de leilões Sotheby’s anunciou que a peça, arrematada pela última vez em 2004, será oferecida em Nova York entre os dias 29 de junho e 16 de julho, em meio à realização do Mundial de 2026.
A estimativa é que o lance vencedor ultrapasse os US$ 6 milhões (cerca de R$ 30 milhões na cotação atual).
O atual proprietário da peça, que manteve sua identidade em sigilo, é o mesmo comprador que a adquiriu há 22 anos.
Naquela época, a venda da camisa envolveu uma dramática história de sobrevivência nos bastidores do futebol alagoano.
A relíquia chegou a Alagoas pelas mãos de Dida (Edvaldo Alves Santa Rosa), reserva de Pelé na Copa de 1958.
A camisa ficou sob os cuidados do pai de Dida e, posteriormente, de seu irmão, Edson Santa Rosa.
Em 1993, com a inauguração do Museu dos Esportes no Estádio Rei Pelé, em Maceió, a família doou a peça ao acervo.
Ela rapidamente se tornou a principal atração do local, carinhosamente chamada de "joia da coroa". No entanto, uma década depois, a situação mudou drasticamente.
Em 2019, o então diretor do museu, Lauthenay Perdigão (falecido em 2021), revelou ao ge que, em 2004, o espaço enfrentava uma terrível crise financeira, com paredes mofadas e risco iminente de perda de todo o acervo.
A única saída encontrada para evitar o fechamento foi leiloar a camisa de Pelé, com a concordância da família Santa Rosa.
A peça foi arrematada na Christie's por 105,6 mil dólares (cerca de R$ 300 mil na época).
Após o pagamento de impostos, advogados e da divisão acordada com a família de Dida, o museu ficou com R$ 52 mil, valor suficiente para reformar o espaço, consertar infiltrações e manter as portas abertas.

Foto em destaque: Sotheby’s







































