Jogada10
·15 de maio de 2026
Campeões do mundo opinam sobre Neymar na Copa

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·15 de maio de 2026

A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 será na segunda-feira (18/5), no Rio de Janeiro. E, às vésperas da lista final, o principal assunto no país é quanto à participação, ou não, de Neymar. Nesta sexta-feira (15/5), alguns campeões do mundo com a Amarelinha deram seu palpite durante evento do Guaraná, um dos patrocinadores da Seleção.
Taffarel, campeão em 1994, Cafu, bicampeão em 94 e 2002, e Rivellino, campeão em 1970, falaram à imprensa sobre suas impressões quanto ao nome do craque do Santos. O ex-arqueiro, que atualmente participa da comissão técnica de Carlo Ancelotti, revelou ser difícil dar sua opinião, mas rasgou elogios ao camisa 10.

Campeões do mundo em evento do Guaraná falam sobre Neymar – Foto: Felipe Camin / Jogada10
“É muito difícil eu estar aqui falando sobre possível convocação. Acho que não é essa minha função. Posso falar do Neymar, que eu trabalhei muito tempo na Seleção. Realmente, é uma grande pessoa, todo mundo gosta muito dele, todos os jogadores. Os números dele são impressionantes: jogos, convocações, gols. Vi esses últimos jogos dele e gostei bastante. Ele fica muito próximo do gol, na frente da área, ele tem uma movimentação que eu vejo em poucos jogadores, aquela movimentação inteligente, de dar um toque, já saindo para receber. Eu vi um jogo um pouco mais limpo, mais determinante. E, na frente do gol, realmente ele tem uma tranquilidade que poucos jogadores têm. Ele enxerga o gol, vê o canto livre e ele chuta ali. Então, eu gostei bastante dele nessas últimas apresentações e fiquei feliz por ele”, disse o ex-arqueiro.
Quem falou depois foi Cafu, lateral-direito histórico da Canarinho. Para o eloquente ex-jogador, o técnico Carlo Ancelotti vem conduzindo bem a situação ao analisar com dados a possível convocação de Neymar, não se baseando apenas nos últimos jogos.
“Se eu fosse o Ancelotti, faria exatamente o que ele está fazendo. Ele está analisando todos os jogadores, está vendo todos os dados, e a decisão do Ancelotti não é de hoje, de um dia para o outro. Então, se eu fosse ele, eu faria da mesma forma. Não é um jogo, dois jogos, três jogos, que vai fazer de repente, que eu mude de ideia em relação àquilo que eu quero com a Seleção Brasileira. Ele já tem os nomes da Seleção Brasileira, já sabe com quem ele pode contar. O Neymar vem com uma evolução muito grande. É um cara importante, que pode fazer a diferença”, afirmou Cafu, que completou:
“O que nós temos que fazer é respeitar a convocação, a ideia do nosso treinador. Nós estamos aí às vésperas de uma convocação para a Copa do Mundo. Temos jogadores importantíssimos que podem ser convocados. Eu acho que o detalhe agora não é se ele vai ou não. O detalhe é o que a Seleção Brasileira vai fazer independente dele estar ou não. É óbvio que nós queremos que o Neymar esteja na Seleção Brasileira. Mas isso tudo vai depender não de nós. A nossa opinião aqui, de repente, não vale nada. É a opinião do treinador e tudo aquilo que ele já vem analisando de muito tempo atrás. Então, a nossa pergunta, se você fosse um treinador hoje, você levaria? Faria exatamente o que o Ancelotti está fazendo”, finalizou o capitão do penta.
Por fim, Rivellino, vencedor do Mundial de 70, no México, destacou a questão física para avaliar se levaria, ou não, o craque. Para ele, afinal, o que está em jogo não é a qualidade de Neymar, e sim a intensidade que o jogador poderá levar para a Copa do Mundo.
“Se você for analisar hoje o que representa o Neymar, realmente temos um jogador próprio, o que ele faz dentro do campo, ele faz a diferença. Hoje ele está em uma sequência até boa né, fez sete jogos seguidos já. A qualidade, ele tem. Agora, o que preocupa muito todo mundo é fisicamente, como é que o Neymar está? Amanhã leva, mas pode machucar? Pode. Então, existe essa preocupação, mas é um jogador que faz a diferença. Hoje há uma necessidade, nós temos bons jogadores, ótimos jogadores, mas você não tem o Neymar. Igual o Neymar, não tem. Enfim, é um jogador que eu, se sou o Ancelotti, poderia levar, mas tem que ser muito aberto com ele, porque você não é um titular, você não vai jogar a hora que eu quiser. Você vai tentar resolver um problema nosso”, disse o tri.
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