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·25 de setembro de 2026
Carlinha desafia hegemonia do Corinthians no Brasileirão Feminino: 'Não olhamos para números'

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Neste sábado, o São Paulo começa a desafiar a hegemonia do Corinthians no Brasileirão Feminino na NeoQuímia Arena, às 16h30, pela partida de ida da final. A goleira Carlinha é uma das protagonistas na campanha tricolor e falou, com exclusividade para oGol, sobre a trajetória que levou as Soberanas a uma final histórica.
Para contar essa história, precisamos voltar no tempo. Em 2019, o São Paulo retomou as atividades da equipe feminina em competições oficiais e Cristiane foi a contratação mais badalada da época. Cresceram com o time atletas como Jaque Ribeiro, Ary Borges, Antônia e Yaya, que mais tarde brilhariam na seleção. Do Sul, chegou a jovem goleira Carlinha, que vestiu como poucas o uniforme tricolor e subiu com o clube, degrau a degrau, até chegar na histórica final.
Campeã da A2 em 2019, Carlinha, hoje jogadora com mais jogos na história do time feminino tricolor (220), se viu mais "madura" com os anos e, com os próprios olhos, viu de perto também a evolução do futebol feminino no São Paulo.
"Muita coisa mudou nos últimos anos, principalmente após a chegada do Viana (Thiago, treinador). Hoje, temos psicóloga, fisiologista e um GPS de alto padrão. São detalhes que quem está de fora muitas vezes não consegue enxergar, mas que fazem muita diferença para chegarmos mais bem preparadas. A campanha fala por si só e mostra o resultado dessas pequenas conquistas no dia a dia", disse Carlinha para oGol.
No primeiro ano na elite, o São Paulo conseguiu sua primeira, e até hoje única, vitória sobre o Corinthians no Brasileirão Feminino. Carlinha lembra até hoje do primeiro clássico da história das Soberanas na elite.
"Foi uma excelente partida. Foi nosso primeiro clássico na elite do Brasileiro após o acesso de 2019 e fizemos uma partida praticamente perfeita em Cotia e quebramos a invencibilidade do Corinthians", recordou a goleira, titular naquele encontro.
O São Paulo caiu para o Avaí/Kindermann na semifinal daquela temporada. As Soberanas bateram na trave com o vice-campeonato de 2024 com derrota para o... Corinthians, que foi campeão nas últimas seis edições. Na história do clássico pelo Brasileirão Feminino, são 7 vitórias corintianas, 3 empates e apenas uma vitória são-paulina. Retrospecto que não intimida Carlinha para a final deste sábado.
"O desafio vai ser grande, até porque vamos enfrentar um time que tem uma grande hegemonia no país. Mas não olhamos para números. Entendemos que cada jogo tem a sua história e que sempre temos a oportunidade de fazer diferente e buscar ser melhores", refletiu a goleira.
A campanha tricolor no Brasileirão Feminino fala por si só. Em 21 partidas, são 16 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. São 37 gols marcados e apenas 12 sofridos, sendo a melhor defesa da competição.
Dentre as goleiras com pelo menos 10 jogos disputados na edição, Carlinha é quem tem a menor média de gols sofridos: 0,57 gol/jogo, acima de Nicole, do Corinthians (0,64) e Tapia, do Palmeiras (0,8). A goleira são-paulina prefere ressaltar o trabalho defensivo de toda equipe.
"É um trabalho de todo o grupo. Temos uma filosofia de que todo mundo defende e todo mundo ataca. Entendo que não sofrer gols nos dá uma probabilidade maior de vencer as partidas. Então, essa conquista de sermos a defesa menos vazada é mérito de todas", reforçou.
Ao longo da campanha até a decisão, Carlinha destaca dois jogos como mais marcantes: o duelo contra o Palmeiras, que derrubou o então líder do campeonato, e o segundo jogo das quartas contra o Grêmio, duelo tenso em que teve uma atuação decisiva.
A grande temporada, com recordes positivos e atuações decisivas, rendeu a convocação para os amistosos contra a Argentina na próxima Data Fifa. Carlinha pode estrear na seleção brasileira, um momento especial na carreira.
"Com certeza, é um dos momentos mais especiais da minha carreira. Chegar à final do Brasileiro e ser coroada com uma convocação para a seleção mostra que estou no caminho certo e que todo o trabalho está valendo a pena", garantiu.
Como o próprio Arthur Elias analisou na convocação, Carlinha também vê uma evolução na posição nos últimos anos, fruto das melhores estruturas apresentadas pelos clubes.
"Para mim, essa evolução começa muito nas categorias de base. Hoje, todas as categorias têm seu próprio preparador de goleiras e participam de muitas competições. Com isso, as meninas chegam mais bem preparadas tecnicamente e com uma grande vivência de jogos, o que contribui muito para a evolução".
Antes de focar na seleção, porém, Carlinha começa a decidir o Brasileirão Feminino. E projeta, nesta série contra o Corinthians, um duelo a ser decidido nos detalhes.
"Projetamos um grande jogo. Sabemos que partidas como essa são decididas nos detalhes. Estamos trabalhando forte durante toda a semana para chegarmos bem preparadas e 100% concentradas no nosso plano de jogo", concluiu.







































