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·16 de agosto de 2026
Carlos Miguel vira alvo da torcida na virada do Fluminense, mas os gols contam outra história

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O nome mais repetido pela torcida do Palmeiras depois da derrota por 3 a 2 para o Fluminense, neste sábado (15), no Maracanã, não foi o de nenhum dos autores dos gols. Foi o de Carlos Miguel. O goleiro virou assunto nas redes sociais assim que Cano completou a virada aos 46 minutos do segundo tempo, e a cobrança chega na semana em que o Palmeiras decide vaga nas quartas da Libertadores, na quarta-feira (19), em Assunção.
A reação não nasceu neste sábado. O goleiro vinha de uma sequência recente de falhas, e a mais recente delas tinha endereço incômodo: o erro na ida contra o Cerro Porteño, no Nubank Parque, que terminou 1 a 1. Quatro dias depois, com o Palmeiras perdendo dois gols de vantagem no Maracanã, a conta voltou para o mesmo lugar.
As críticas se concentraram no gol de empate do primeiro tempo e no da virada, com o termo “frangueiro” repetido à exaustão e pedidos abertos por mudança na posição. A cobrança pela regularidade e pela segurança que o goleiro passa à defesa apareceu em praticamente todas as publicações mais compartilhadas sobre a partida.
A descrição dos gols, porém, não é tão direta quanto a leitura das redes. O empate saiu aos 42 do primeiro tempo, quando Canobbio cruzou pela direita e Hulk apareceu nas costas de Murilo para cabecear. O segundo veio de rebote: Cano cabeceou na trave e Serna aproveitou a sobra. E a virada nasceu de uma tabela entre Martinelli e Guga pela direita — o cabeceio ainda desviou em Cano antes de entrar.
São três bolas que chegaram à área com a marcação desarrumada, e foi exatamente isso que Abel Ferreira apontou na coletiva, sem citar o goleiro em nenhum momento.
Não podes depois, aos 82, 83 minutos, uma equipe como o Palmeiras estar a ganhar de 2 a 1, com tarefas específicas e claras, sabemos quem marca quem nesse tipo de situação. Quem é que marca o lateral que cruza, quem marca na área, foi uma falha individual e coletiva da nossa equipe
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Carlos Miguel assumiu a titularidade e já passou dos 50 jogos pelo clube, em uma posição que Weverton ocupou por temporadas seguidas. É o tipo de disputa que resiste bem quando o time vence e fica exposta quando ele para de vencer — e o Palmeiras não vence há quatro partidas, com sete gols sofridos no período.
A resposta prática vem rápido. O Palmeiras encara o Cerro Porteño na quarta (19), às 19h, no Ueno La Nueva Olla, e precisa vencer para avançar no tempo normal: qualquer empate leva a decisão para os pênaltis, e é justamente aí que o goleiro deixa de ser assunto de rede social para virar assunto de classificação.
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