Esporte News Mundo
·15 de agosto de 2026
Carreira de Tifanny Abreu corre risco após decisão anunciada pela CBV

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·15 de agosto de 2026

A sequência da carreira de Tifanny Abreu no vôlei pode ser diretamente impactada, após o anúncio feito pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A entidade comunicou, nesta sexta-feira (14), que passará a seguir a Política do Comitê Olímpico Internacional (COI) em relação à elegibilidade de atletas para competições da categoria feminina no voleibol tanto na quadra como na areia.
A partir de hoje (14), a CBV passará a seguir os critérios e fundamentos da chamada Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março deste ano, a qual restringe a participação nos torneios femininos de vôlei apenas a atletas do sexo biológico feminino. As competidoras deverão apresentar, segundo o comunicado, um teste genético negativo para o gene SRY (Sex-determining Region Y, em inglês), que representa o cromossomo Y e é responsável por determinar o sexo biológico masculino.
A decisão da CBV é a de se adequar ao atual cenário regulatório internacional e aos critérios adotados também pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
A CBV informa que a nova política entrará em vigor nas seguintes competições: Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.
Oposta do Osasco, Tifanny Abreu é a primeira atleta transgênero a disputar partidas na elite do vôlei brasileiro. Porém, as novas determinações da CBV colocam a carreira da jogadora sob risco.
Com início marcado para outubro, a Superliga Feminina será uma das competições a adotarem as novas regras e a participação de Tifanny não será permitida, conforme a determinação.
Para Radamés Lattari, presidente da CBV, a decisão da entidade visa manter o alinhamento entre as regras estabelecidas pelo COI.
“A CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais.”, explica Radamés Lattari, presidente da CBV.







































