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·10 de setembro de 2026

Cartola espanhol questiona Fifa sobre final da Copa de 2030: “Quem mente?”

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A disputa pela sede da final da Copa do Mundo de 2030 ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (10). O presidente de LaLiga, Javier Tebas, questionou publicamente a versão da Fifa sobre o local da decisão e colocou em dúvida a credibilidade da entidade.

A polêmica começou depois que Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Marroquina de Futebol e integrante do Conselho da Fifa, afirmou que a final seria realizada no futuro Estádio Hassan II, em Benslimane, na região de Casablanca. O estádio terá capacidade prevista para cerca de 115 mil torcedores.


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No entanto, a Fifa negou que tenha escolhido o palco da decisão. A entidade informou que a definição ainda será anunciada “no devido momento” e classificou como falsas e enganosas as informações de que Gianni Infantino teria garantido a final ao Marrocos.

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Copa do Mundo de 2030 será organizada por Espanha, Portugal e Marrocos – Foto: Divulgação/RFEF

Tebas questiona versão da Fifa

Diante do conflito entre as declarações, Tebas mostrou desconfiança em relação ao posicionamento da entidade. O dirigente espanhol também defendeu que a decisão deveria acontecer na Espanha.

“Lekjaa afirma que a final será em Casablanca. Fifa diz que é falso. Então, quem mente? Devemos acreditar, mais uma vez, no desmentido oficial da Fifa de Infantino?”, disse Tebas.

Além disso, o presidente de LaLiga destacou que Lekjaa não é um dirigente qualquer. Afinal, além de comandar a federação marroquina, ele integra o Conselho da Fifa e ocupa um cargo no governo do Marrocos. Por isso, Tebas considera relevante a declaração do dirigente.

“Quando uma instituição transforma o desmentido em costume, chega um momento em que o problema já não é o que se desmente. O problema é quem acredita”, completou.

Espanha e Marrocos disputam palco da final

Enquanto o Marrocos promove o novo Estádio Hassan II como candidato à decisão, a Espanha também trabalha para receber a partida mais importante do torneio.

Entre as opções espanholas aparecem o Santiago Bernabéu, em Madri, e o Camp Nou, em Barcelona. O presidente da Real Federação Espanhola (RFEF), Rafael Louzán, defende a realização da final no país e argumenta que a estrutura espanhola oferece condições para receber o confronto.

A Copa de 2030 terá organização conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos. Além disso, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas de estreias de suas respectivas seleções como parte da comemoração do centenário do primeiro Mundial.

Por enquanto, portanto, a Fifa mantém oficialmente a decisão em aberto. A declaração de Lekjaa, porém, aumentou a pressão sobre a entidade e intensificou a disputa entre Espanha e Marrocos pelo jogo que encerrará a competição.

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