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·06 de fevereiro de 2026

Casares gastou mais de meio milhão em cartão corporativo do São Paulo

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Casares gastou mais de meio milhão em cartão corporativo do São Paulo

A apuração mostra que o Conselho Fiscal identificou cerca de R$ 500 mil em gastos pessoais de Julio Casares no cartão corporativo do São Paulo ao longo da gestão dele, valor que só foi devolvido (com juros e correção) no segundo semestre de 2025. Informação divulgada pelo GE.

O Conselho Fiscal pediu os extratos do cartão corporativo usado por Casares e encontrou quase R$ 500 mil em despesas de caráter pessoal, como salão de cabeleireiro e lojas de grife. Esses gastos ocorreram desde o início do mandato, em 2021, e nunca tinham sido objeto de prestação de contas ou cobrança interna até essa investigação recente.

Em média, os desembolsos pessoais somavam pouco mais de R$ 8 mil por mês no cartão corporativo do clube. Enquanto o clube vivia forte crise financeira, com atrasos salariais em alguns momentos e dificuldades para pagar direitos de imagem, o então presidente mantinha esse passivo pessoal com o São Paulo.

Isso gerou incômodo em diferentes alas do clube e no Conselho Deliberativo, sobretudo pela falta de controle e de cobrança do próprio departamento financeiro, comandado por Sérgio Pimenta. Casares devolveu o montante com juros e correção monetária, mas somente no segundo semestre do ano passado, após a detecção formal do problema.

O episódio levou o São Paulo a criar uma nova política específica para uso de cartão corporativo, proposta pelo diretor de compliance Roberto Armelin, definindo regras e prazos para reembolso. Antes disso, o entendimento de parte da cúpula era de que o Código de Ética e Conduta já seria suficiente para balizar o uso adequado, o que se mostrou claramente insuficiente diante do caso.

Em nota, o clube afirmou que o departamento financeiro viu “necessidade de aprimoramento” no acompanhamento do cartão do então presidente, ajustou processos e confirmou que houve reembolso com juros e correção. O São Paulo informou também que, após o caso, o compliance elaborou e colocou em vigor uma nova política de uso dos cartões corporativos.

A reportagem procurou Casares, que não respondeu até a publicação; o clube diz que atualizará o texto em caso de manifestação do ex-presidente. Diretores de Compliance (Roberto Armelin) e Jurídico (Sérgio Pimenta) também foram acionados: Armelin preferiu falar via nota institucional do clube, e Pimenta não respondeu.

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