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·27 de março de 2026

Casares tenta justificar sumiço de grana, mas sabe: está com os dias contados no São Paulo

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A defesa de Júlio Casares reagiu às suspeitas envolvendo saques de R$ 7 milhões identificados no balanço de 2025 do São Paulo, negando qualquer vínculo do ex-presidente com os valores sacados.

Em nota, seus advogados afirmaram que os recursos “não foram solicitados, não foram destinados e, por óbvio, não foram utilizados” por Casares, sustentando que não há registro, formal ou informal, de entrega de dinheiro em espécie à presidência.


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O posicionamento foi apresentado após a reprovação inicial das contas no Conselho Deliberativo, em meio a questionamentos sobre movimentações financeiras da gestão anterior.

Segundo a versão da defesa, os valores estavam registrados na contabilidade do clube e vinculados a despesas operacionais recorrentes, classificadas como “ações promocionais” dentro da rubrica de adiantamentos para jogos.

“Tais valores constam em registro na contabilidade do clube e foram disponibilizados pela diretoria financeira e contadoria do clube para serem utilizados em despesas recorrentes de, no mínimo, 172 jogos do São Paulo em diversas competições”, afirmaram os advogados, acrescentando que havia destinação definida e contabilização regular. “Ou seja, tudo com destinação certa, específica e formalmente contabilizada nas despesas do clube.”

O tema ganhou peso durante a apresentação do balanço ao Conselho Deliberativo, na quarta-feira (25), quando o diretor executivo de finanças Sérgio Pimenta não conseguiu detalhar a origem e o uso dos valores questionados, indicando que o esclarecimento dependeria do próprio ex-presidente, ausente na reunião.

No total, foram apontados R$ 11 milhões em saques relacionados ao período, dos quais R$ 4 milhões teriam justificativa apresentada, enquanto R$ 6,95 milhões foram enquadrados como “fundo promocional da presidência”, sem documentação comprobatória suficiente segundo a auditoria independente.

Além do impacto interno, os valores também são objeto de investigação por uma força-tarefa envolvendo Polícia Civil e Ministério Público, ampliando a dimensão do caso para além do ambiente político do clube.

Mesmo diante desse cenário, a defesa insiste que todas as movimentações estavam registradas e vinculadas a despesas específicas, afastando a hipótese de uso indevido ou destinação pessoal dos recursos.

Seja como for, o fato é que mais uma vez o ex-presidente é protagonista de uma sombra de escândalo. E a ampla vantagem de votos no pleito inicial de aprovação do balanço, que selou a rejeição sob a alegação da imoralidade, mostrou que após o impeachment Casares perdeu ainda mais força interna no clube.

E a nova exposição pública o joga mais ainda aos leões. Aumentou internamente o número de conselheiros que querem ver o ex-mandatário passar pelo processo de expulsão do clube por meio do Conselho de Ética. Passo esse que parece cada vez mais inevtável.

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