Esporte News Mundo
·07 de julho de 2026
Caso Balogun provoca guerra nos bastidores: FIFA rebate UEFA e fala em hipocrisia

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·07 de julho de 2026

A FIFA respondeu às críticas da UEFA sobre o caso Folarin Balogun e acusou a entidade europeia de “hipocrisia” após ser acusada de comprometer a integridade da Copa do Mundo ao suspender a punição automática aplicada ao atacante norte-americano.
Em comunicado divulgado antes da derrota dos Estados Unidos para a Bélgica nas oitavas de final da competição, a FIFA afirmou que a anulação ou revisão dos efeitos de cartões vermelhos é uma prática comum em ligas filiadas à UEFA e questionou a postura adotada pela entidade.
A resposta veio após a UEFA afirmar, na segunda-feira (6), que a entidade máxima do futebol mundial havia cruzado “uma linha vermelha” ao permitir que Balogun atuasse normalmente, apesar de o regulamento da Copa do Mundo prever a suspensão automática após uma expulsão.
Em nota assinada pelo presidente do Comitê Disciplinar da FIFA, Mohammad Al-Kamali, a entidade rebateu a crítica:
“A anulação de cartões vermelhos é uma medida disciplinar comum nas ligas filiadas à UEFA, mas isso nunca gerou preocupações sobre cruzar qualquer ‘linha vermelha'”.
A FIFA também argumentou que “revisar as consequências legais dos cartões vermelhos no futebol não é uma novidade no jogo moderno”.
Segundo a entidade, o cartão vermelho aplicado ao atacante permaneceu válido, mas apenas os efeitos da suspensão automática foram interrompidos com base no regulamento disciplinar, classificando a medida como “equilibrada” e afirmando que ela está prevista nas normas da competição.
O atacante Folarin Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase de 16 avos de final, após atingir o zagueiro Tarik Muharemovic com as travas da chuteira.
Posteriormente, a FIFA substituiu a suspensão automática de um jogo por um período probatório de um ano, liberando o atacante para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
A decisão foi inédita na história da Copa do Mundo e ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitar diretamente à FIFA a revisão da punição.
A decisão provocou reação imediata da entidade, além de críticas de federações nacionais e de autoridades europeias.
Em comunicado oficial, a UEFA afirmou que a FIFA tomou uma decisão sobre o caso Balogun “incompreensível e injustificável”, comprometendo a “integridade do jogo e a credibilidade da competição”.
A UEFA também acusou a FIFA de ignorar o próprio regulamento por razões políticas. De acordo com a entidade europeia, a suspensão automática decorrente de cartão vermelho é obrigatória e não depende de interpretação ou de decisão posterior dos órgãos disciplinares.
“Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada”.
Para a UEFA, abrir uma exceção durante uma disputa de Copa do Mundo cria um precedente que coloca em dúvida a igualdade de tratamento entre os jogadores que já cumpriram suspensão ao longo do torneio.







































