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·17 de junho de 2026
Caso de ameaças contra Leila Pereira ganha novo capítulo na Justiça

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·17 de junho de 2026

O Ministério Público de São Paulo denunciou três ex-líderes da Mancha Alviverde por supostas ameaças contra Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O caso está ligado a uma manifestação realizada em 29 de junho de 2023 diante da sede da Crefisa, no Jardim América, em São Paulo.
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Foram denunciados Jorge Luis Sampaio Santos, Felipe Mattos dos Santos, conhecido como Fezinho, e Thiago Amorim de Melo, chamado de Pato Roko. Segundo a acusação apresentada pelo MP, os três teriam participado da organização e da liderança do ato.
A apresentação da denúncia não representa condenação. Os acusados têm direito à defesa, e caberá à Justiça decidir se recebe a acusação e dá prosseguimento à ação penal.
De acordo com o Ministério Público, mais de cem integrantes da torcida organizada participaram da manifestação diante da empresa presidida por Leila Pereira.
A Promotoria sustenta que acessos ao local foram bloqueados e que o protesto criou um ambiente de pressão e intimidação contra a dirigente. A acusação relaciona o episódio ao encerramento de repasses financeiros que anteriormente eram destinados à organizada.
Na avaliação do MP, a mobilização teria ultrapassado os limites de uma manifestação legítima e assumido caráter ameaçador. Essa é, porém, a versão apresentada pela acusação e ainda deverá ser submetida ao contraditório no processo judicial.
O Ministério Público também menciona conteúdos divulgados nas redes sociais durante o período do protesto. Segundo a denúncia, foram publicadas mensagens violentas e ameaças de morte direcionadas à presidente do Palmeiras.
A acusação foi baseada no artigo 147 do Código Penal, que trata do crime de ameaça, em conjunto com o artigo 29, referente à participação de mais de uma pessoa na prática atribuída aos denunciados.
Além da responsabilização criminal, a Promotoria solicitou que a Justiça estabeleça uma indenização mínima por eventuais danos materiais e morais sofridos por Leila Pereira.
A defesa de Jorge Luis Sampaio Santos afirmou que uma manifestação política foi tratada como crime e sustentou a inocência do acusado.
Até a publicação das reportagens consultadas, não havia manifestação pública apresentada pelas defesas de Felipe Mattos dos Santos e Thiago Amorim de Melo. Leila Pereira informou que não comentaria o caso, enquanto a Mancha Alviverde também havia sido procurada, sem resposta divulgada naquele momento.
Os três denunciados já se encontram presos preventivamente em razão de outro caso. Eles são investigados pelo confronto entre integrantes da Mancha Alviverde e da Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro.
O episódio ocorreu em outubro de 2024 na Rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã, na Grande São Paulo. Uma pessoa morreu e mais de dez ficaram feridas.
A prisão preventiva relacionada a essa investigação não corresponde a uma condenação pelo caso envolvendo Leila Pereira. São procedimentos distintos, ainda que a situação dos acusados tenha sido mencionada pelo Ministério Público ao analisar a possibilidade de um acordo penal.
Em setembro de 2023, a Justiça concedeu uma medida protetiva em favor de Leila Pereira. Na ocasião, foi determinada uma distância mínima entre a dirigente e integrantes da torcida organizada citados no processo.
A decisão ocorreu depois de ameaças atribuídas a participantes de uma transmissão ao vivo realizada durante o período de protestos contra a presidente palmeirense.
A relação entre Leila Pereira e a Mancha Alviverde se deteriorou durante os primeiros anos de sua gestão no Palmeiras.
Entre os motivos de conflito estão críticas ao planejamento esportivo, protestos por contratações e o encerramento de benefícios e repasses destinados à torcida. A manifestação de junho de 2023 ocorreu em um período de forte cobrança sobre a diretoria palmeirense.
Com a apresentação da denúncia, o caso passa a depender da análise do Judiciário. Os denunciados permanecem presumidamente inocentes até eventual decisão definitiva.
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