Esporte News Mundo
·18 de agosto de 2026
Caso milionário coloca dirigentes do Juventus-SP na mira da Polícia; entenda

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·18 de agosto de 2026

A Polícia Civil investiga supostos desvios milionários envolvendo dirigentes do Juventus-SP, tradicional clube de São Paulo, em negócios relacionados à venda da SAF e a contratos comerciais. O caso também envolve acusações de intimidação e uma denúncia de traição conjugal entre pessoas ligadas às negociações.
O inquérito é conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil e apura a participação do presidente do clube, Tadeu Deradeli, e do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Eduardo Gomes Pedroso. Os dois são acusados de receber parte de valores que teriam sido desviados por meio de contratos de honorários advocatícios. Tadeu nega as acusações, enquanto Carlos Eduardo não concedeu entrevista.
Entre os principais denunciantes está o advogado Guilherme Rodrigues, que entregou à Polícia planilhas, comprovantes bancários e informações sobre as negociações. Em depoimento, ele afirmou ter participado do esquema ao lado da então esposa, Luma Zaffarani, até março deste ano, quando o relacionamento chegou ao fim.
Segundo Rodrigues, R$ 2 milhões referentes à estruturação da venda da SAF seriam divididos entre Carlos Eduardo, Tadeu Deradeli e o casal de advogados. Documentos apresentados à Polícia apontariam que, de um pagamento de R$ 900 mil feito em dezembro do ano passado, R$ 341,2 mil teriam sido repassados em espécie ao presidente do Conselho e R$ 224 mil depositados para Tadeu.
Outro contrato investigado envolve a parceria do Juventus com a escola Maple Bear, que prevê a utilização de parte da sede do clube por 20 anos. De acordo com Rodrigues, dos R$ 500 mil antecipados pela empresa em abril, R$ 25 mil ficaram com ele, R$ 106 mil foram destinados a Tadeu e R$ 369 mil teriam ficado com Luma e Carlos Eduardo.
A separação do casal também passou a fazer parte das investigações. Rodrigues afirmou ter descoberto que Luma mantinha um relacionamento com Carlos Eduardo e apresentou informações sobre imagens de câmeras e o depoimento de uma amiga. Luma nega a traição e afirma que nunca realizou repasses aos presidentes do clube ou do Conselho.
A Polícia também apura possíveis irregularidades no contrato de concessão do estacionamento do Juventus, firmado em outubro do ano passado. O conselheiro Eduardo Pinto Ferreira afirma ter sofrido intimidações após questionar o acordo e relata que recebeu um Pix de R$ 17 mil da empresa responsável pelo estacionamento, seguido de uma mensagem de Carlos Eduardo. A empresa nega irregularidades e afirma que a terceirização ocorreu dentro das regras de mercado.
Além das denúncias financeiras, sócios e conselheiros relatam uma postura intimidatória de Carlos Eduardo, incluindo suposta exibição de armas durante reuniões e ameaças a opositores. Mais de 20 conselheiros teriam sido suspensos ou excluídos do órgão desde o ano passado. Em nota, o Juventus afirmou que não comenta questões sob sigilo e destacou seu compromisso com responsabilidade, transparência e respeito à história do clube.







































