Jogada10
·23 de setembro de 2026
Caso Scarpa e Willian: sócio da Xland não é localizado pela Justiça

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·23 de setembro de 2026

Mais de três anos após o início do processo, a disputa judicial envolvendo Gustavo Scarpa e Willian Bigode no chamado “golpe das criptomoedas” ainda não chegou ao fim. A ação trata dos R$ 6,3 milhões que o meio-campista investiu na Xland, empresa do setor de criptomoedas indicada pela WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, ligada ao atacante. A informação é do portal “Espn”
Dessa forma, a Justiça de São Paulo nomeou recentemente a advogada Manoela Alves Martins como Curadora Especial de Gabriel de Souza Nascimento, um dos sócios da Xland. A Defensoria Pública do Estado comunicou a nomeação ao juízo, e o juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, determinou que a defensora apresentasse a contestação em nome do empresário.
Manoela apresentou uma contestação por negativa geral, recurso previsto para casos em que a Justiça cita o réu por edital e não consegue localizá-lo pessoalmente. A defesa questionou justamente a forma como o Judiciário realizou a citação de Gabriel no processo.
De acordo com a advogada, a Justiça tentou encontrar o empresário em diferentes endereços no Acre e no Amazonas, mas não conseguiu concluir as diligências. As correspondências retornaram sem sucesso e, posteriormente, o Judiciário recorreu à citação por edital. Para Manoela, a Justiça não esgotou todas as alternativas disponíveis para localizar o sócio da Xland.

Gustavo Scarpa e Willian quando atuavam pelo Palmeiras – Foto: Cesar Greco/Palmeiras
A defesa também apontou uma diferença em relação ao caso de Jean do Carmo Ribeiro, outro sócio da empresa. Segundo a advogada, a Justiça utilizou sistemas como Sisbajud, Infojud, Renajud e Comgasjud para tentar localizar Jean. Entretanto, não adotou os mesmos mecanismos para encontrar Gabriel.
Na contestação, Manoela impugnou de forma genérica as alegações apresentadas por Scarpa na ação e atribuiu ao jogador a responsabilidade de comprovar os fatos apontados no processo. A advogada também solicitou que a Justiça reconheça a nulidade da citação por edital e invalide os atos processuais realizados depois dela.
Por fim, a defesa de Gabriel pediu que o juiz rejeite integralmente a ação movida por Scarpa. O processo agora aguarda uma nova decisão de Danilo Fadel de Castro, responsável pelo caso na 10ª Vara Cível de São Paulo.















