Jogada10
·08 de julho de 2026
Casos de racismo na Copa têm aumento de 1.200% com relação a 2022, diz Fifa

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·08 de julho de 2026

A Fifa registrou um crescimento expressivo nos casos de racismo e abuso nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, o número de manifestações ofensivas identificadas na primeira fase do torneio ficou muito acima do registrado na edição anterior, disputada em 2022, no Qatar.
O monitoramento realizado pelo Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) detectou 89 mil publicações abusivas durante a fase de grupos do Mundial. O volume representa um aumento significativo em relação à Copa de 2022, quando a quantidade de registros foi 13 vezes menor. Ou seja: um aumento de 1.200%.
Para chegar aos números, a Fifa analisou mais de 6 milhões de comentários e publicações relacionados à competição. O levantamento também mostrou que 11% dos conteúdos ofensivos tinham caráter racista.

Mbappé sofreu ataques racistas de uma senadora paraguaia e rebateu de forma dura – Foto: Simon Morcel / FFF
Além disso, a entidade informou que mais de 100 ocorrências apresentaram indícios suficientes para encaminhamento às autoridades, com possibilidade de abertura de processos judiciais contra os responsáveis pelos ataques.
Um dos primeiros episódios em estádios da Copa ocorreu na sexta-feira passada (3), na vitória da Argentina por 3 a 2 sobre Cabo Verde. O influencer Darren Jason Watkins Jr., o IShowSpeed, acompanhava o duelo vestindo a camisa da seleção africana e transmitia suas reações ao vivo para os seus seguidores quando sofreu os ataques. O mesmo, aliás, se repetiu nesta terça (7), no jogo da Argentina contra o Egito.
O atacante francês Kylian Mbappé também sofreu ataques após a vitória da França sobre o Paraguai. Publicações de uma senadora paraguaia Celeste Amarilla, consideradas racistas e ofensivas contra o jogador, provocaram críticas da Fifa, da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outras instituições internacionais.
A seleção da Holanda, porém, também registrou casos de discriminação após a eliminação nos pênaltis para o Marrocos. Os jogadores Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville foram alvos de ataques virtuais por perderem cobranças na disputa.
A Fifa, inclusive, informou que continuará utilizando ferramentas de inteligência artificial para identificar conteúdos discriminatórios e acompanhar publicações em tempo real durante a competição.
A entidade também declarou que pretende trabalhar em conjunto com autoridades nacionais para responsabilizar os autores dos ataques judicialmente.
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