Jogada10
·04 de maio de 2026
CBF divulga áudio do VAR em expulsão anulada contra Corinthians: “Contato médio”

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·04 de maio de 2026

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revelou na manhã desta segunda-feira (04) os diálogos entre o árbitro Matheus Delgado Candançan e Marcio Henrique de Gois, que operou o VAR no duelo entre Mirassol e Corinthians. O material foca na revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Edson Carioca após lance com Matheus Pereira. A partida terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1 e empurrou o Corinthians de volta para a zona de rebaixamento.
Confira abaixo a transcrição na íntegra da comunicação entre a arbitragem:
ÁRBITRO: “Para mim é vermelho. Ele vai por trás, jamais jogaria a bola e trava a perna no tornozelo. Jamais jogaria a bola. Tem um carrinho por trás. Ele jamais jogaria a bola”.
AVAR: “O que atinge é o joelho inicialmente e depois o contato lateralizado com a perna”.
ÁRBITRO aos capitães em campo: “Ele dá uma tesoura por trás, jamais jogaria a bola e atinge acima do tornozelo com a sola. Ele vai muito forte, velho”.
AVAR: “O que eu vejo aqui: não tem contato com as travas, ele não fecha a perna. O contato é com o joelho. É um contato médio, não é um contato com força excessiva”.
VAR: “Matheus, ouvi seu relato e vou recomendar revisão para possível não cartão vermelho. Nas imagens que nós temos aqui não tem trava na chuteira, não tem tesoura. O único contato que tem é um joelho no pé”.
ÁRBITRO: “OK, Gois. O contato não é com a sola, o contato é com o joelho. Por isso é uma ação temerária, ok? Vou trocar a decisão de cartão vermelho para cartão amarelo para o n°95 por ação temerária, certo?”.
O executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, manifestou profunda insatisfação com as decisões tomadas no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia. O dirigente destacou a falta de equilíbrio nas revisões e a postura da equipe de arbitragem durante o confronto.
“Temos que falar da arbitragem, que não foi boa. Os lances todos duvidosos foram ruins para o Corinthians. Primeiro a expulsão do centroavante do Mirassol, o Edson Carioca, que a meu ver poderia ser mantida a decisão de campo, pela sensibilidade do árbitro do lance. Depois vem um pênalti totalmente discutível se foi falta ou não, que prevaleceu a decisão de campo e o VAR não chamou. E depois um lance totalmente indiscutível do segundo gol, um pisão no Garro, uma falta clara, que o VAR deveria ter chamado e interferiu no lance, sai o gol do Mirassol” afirmou Marcelo Paz.
O executivo também confirmou que o clube buscará medidas formais contra os equívocos cometidos:
“Vamos nos pronunciar com educação e firmeza, deixando clara nossa insatisfação. Diversos erros hoje: quando foi com o Mirassol, foi feita a revisão; quando a favor, não foi feita. O segundo gol é indiscutível. E queremos deixar essa lembrança do tribunal, pois temos que ter uniformidade pelo bem do futebol brasileiro.”

Marcelo Paz ficou na bronca com a arbitragem – Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Além dos erros em campo, Marcelo Paz questionou a diferença de tratamento do STJD em relação ao goleiro Hugo Souza, punido por criticar a arbitragem anteriormente. O dirigente apontou que outros atletas receberam absolvição por condutas parecidas.
“Novamente venho aqui falar sobre isso, é ruim falar sobre prejuízos ao Corinthians. Quero reforçar que foge da arbitragem, mas o Hugo foi punido por dar entrevista, pegou dois jogos, depois reduziu para um, mas outros jogadores tiveram falas mais acintosas e o tribunal de cara absolveu. Temos que deixar esse questionamento. Se fazemos parte da mesma competição, os critérios devem ser os mesmos” ressaltou o executivo.
A revolta corintiana ganha coro com o técnico Fernando Diniz, que classificou a atuação da equipe de arbitragem como muito ruim durante a coletiva pós-jogo. O treinador reclamou da falta de cartões para os jogadores do Mirassol e do impacto direto dessas decisões no resultado final.
Agora, o clube tenta virar a chave para a Libertadores enquanto aguarda o posicionamento oficial da comissão de arbitragem da CBF.







































