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·12 de maio de 2026

CBF publica áudio do VAR sobre lance envolvendo gesto obsceno de jogador do São Paulo contra o Corinthians

Imagem do artigo:CBF publica áudio do VAR sobre lance envolvendo gesto obsceno de jogador do São Paulo contra o Corinthians
  1. Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

A Comissão de Arbitragem da CBF tornou públicos, na noite de domingo, os áudios da cabine do VAR sobre o lance envolvendo Damián Bobadilla, do São Paulo, durante a vitória do Corinthians por 3 a 2. Jogadores do Timão reclamaram de um suposto gesto obsceno feito pelo paraguaio na comemoração do primeiro gol são-paulino.

Nas imagens analisadas, Bobadilla aparece voltado para o banco de reservas do São Paulo com as mãos próximas à região genital, mas sem tocá-la. Justamente a ausência de contato foi determinante para que o árbitro Anderson Daronco e a equipe do VAR, comandada por Rodolpho Toski Marques, decidissem não expulsar o atleta.


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Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

O material divulgado pela CBF mostra cerca de dois minutos de revisão até a conclusão da equipe de arbitragem. Durante a conversa, Toski considera o lance “interpretativo”, destacando que o jogador não chega a tocar nas partes íntimas. Ainda assim, recomenda que Daronco faça a análise no monitor.

“Não é nenhuma clareza para cartão vermelho. Ele faz com as duas mãos, mas não chega a encostar nas partes genitais. Ele faz de ‘raça, vamos’, dá para interpretar como isso. Não tem contato nas genitais. Ele faz um movimento interpretativo, como segurar, mas não encosta. Tem um movimento balançando para cima e para baixo, mas sem encostar. Temos uma situação não vista no campo e o jogador faz o movimento. Preciso que você analise a situação como árbitro principal”, afirmou Rodolpho Toski durante o diálogo.

Após revisar o lance, Anderson Daronco concordou com a avaliação do VAR. O árbitro argumentou que comemorações desse tipo podem ter relação com aspectos culturais, especialmente entre jogadores estrangeiros, e entendeu que não houve provocação direcionada aos adversários.

“A minha interpretação, ele não toca nas suas genitais. É uma comemoração de gol, jogadores têm essa característica, principalmente estrangeiros, situação de raça, ‘vamos’. Ele não está fazendo nada para ninguém, situação da equipe de ‘botar raça’, de ponha raça. Vamos reiniciar o jogo e não vamos dar cartão”, explicou Daronco.

A decisão causou revolta no Corinthians. Marcelo Paz, executivo de futebol do clube, criticou a atuação da arbitragem e apontou diferença de critérios ao comparar o caso com as expulsões dos volantes Allan e André, punidos anteriormente por gestos semelhantes.

O debate sobre gestos obscenos ganhou força recentemente em episódios envolvendo o próprio Corinthians. Na partida contra o Fluminense, válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, Allan foi expulso após colocar a mão na região genital enquanto olhava em direção aos adversários. Posteriormente, recebeu pena mínima do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e também foi multado pelo clube.

Pouco tempo depois, André Luiz viveu situação parecida. O jovem recebeu cartão vermelho após o árbitro Flávio Rodrigues de Souza entender que ele havia feito gesto obsceno em direção a Andreas Pereira. Assim como Allan, André acabou punido com pena mínima pelo STJD e multa aplicada pelo Corinthians.

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