Esporte News Mundo
·17 de junho de 2026
CBF pune primeiro clube por descumprimento de fair play financeiro

In partnership with
Yahoo sportsEsporte News Mundo
·17 de junho de 2026

Nesta terça-feira (16), a Ponte Preta se tornou o primeiro clube punido pelo fair play financeiro da CBF. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão idealizado por Samir Xaud, excluiu a Macaca do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B) por atrasos salariais.
A agência alegou que o clube acumula dívidas superiores a 60 dias com atletas, comissão técnica e funcionários, além de débitos relacionados ao FGTS e ao INSS.
A exclusão foi votada por unanimidade pela Turma 02 de Julgamento da ANRESF em sessão realizada na última segunda-feira. Por ora, a Ponte Preta ficou sem os benefícios da CBF. O clube do interior paulista vai precisar pagar a logística das viagens nos jogos da Série B do Brasileirão.
O documento também determina o ressarcimento por parte da Ponte dos valores pagos pela CBF dentro do programa desde o início da Série B.
Na prática, a CBF vai continuar realizando a logística das viagens da Ponte por meio de sua agência parceira e enviará mensalmente ao clube a fatura das despesas no período, com obrigatoriedade de reembolso em até dez dias.
Caso a Ponte Preta não pague, o clube fica sujeito à retenção de quotas de transmissão ou premiação e às demais sanções previstas na regulamentação aplicável.
A exclusão da Macaca não impede uma futura volta ao programa, desde que as pendências financeiras sejam regularizadas. A agência investiga a situação da Ponte desde abril, quando solicitou relatórios dos pagamentos de salários.

(Foto: Marcos Ribolli / PontePress)
A situação financeira da Ponte Preta é alarmante desde 2025. O clube tenta encontrar recursos para amenizar a crie. Na próxima quarta-feira, uma reunião do Conselho Deliberativo definirá a implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A Ponte Preta voltou para a Série B no ano passado, mas o dinheiro continuou escasso. No início desta temporada, clube não conseguiu inscrever jogadores nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista e amargou rebaixamento para a Série A2.
“A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) informa que, nos termos do Extrato de Decisão nº 017/2026, determinou a exclusão da Associação Atlética Ponte Preta do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B), em razão do descumprimento do Requisito de Solvência. A permanência no programa exige a regularidade no pagamento das obrigações trabalhistas devidas a atletas, comissão técnica e funcionários; persistindo a inadimplência por mais de sessenta dias, a exclusão é consequência automática (art. 11, § 2º, do Regulamento do PARF-B).
A partir da decisão, a responsabilidade pelas despesas de logística e arbitragem passa a ser integral e exclusiva do clube, que perde o custeio antes assumido pela CBF.
A CBF continuará a operacionalizar a logística por meio de sua agência parceira e a processar as taxas pelo sistema centralizado da Confederação, passando a enviar mensalmente ao clube a fatura consolidada das despesas incorridas, a ser reembolsada em até dez dias úteis. Além disso, o clube deverá restituir à CBF o valor de todas as despesas de logística e arbitragem suportadas desde o início da competição até a data da exclusão. O não pagamento sujeita o clube à retenção de quotas de transmissão ou premiação e às demais sanções previstas na regulamentação aplicável.
A exclusão não impede a readesão futura. O clube poderá voltar a aderir ao PARF-B desde que comprove novamente o preenchimento dos requisitos de elegibilidade e de permanência, pelo procedimento próprio de adesão — o que pressupõe a efetiva regularização das obrigações trabalhistas que motivaram a exclusão.
A ANRESF reforça que, conforme previsto no Regulamento do Programa, o apoio financeiro concedido pela CBF no âmbito do PARF-B tem como objetivo auxiliar os clubes no saneamento de seus passivos e na manutenção de sua regularidade financeira. O fair play financeiro é pressuposto indispensável do equilíbrio e da integridade das competições, e a ANRESF reafirma seu compromisso de atuar ao lado dos clubes na construção de um futebol mais sustentável, transparente e financeiramente responsável.”







































