Jogada10
·23 de setembro de 2026
CBF usa estudo para cortar estrangeiros e abrir espaço para a base

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·23 de setembro de 2026

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) utilizou um estudo técnico sobre o envelhecimento dos elencos para justificar uma mudança drástica nas regras do futebol nacional. O levantamento oficial apontou que o país possui a liga com a maior média de idade em comparação aos principais torneios da Europa. Diante desse diagnóstico preocupante, a entidade aprovou um plano para reduzir o limite de estrangeiros em súmula. Assim sendo, busca forçar a utilização de jovens formados na base.
O levantamento apontou que a Série A registra média de 28,5 anos por elenco, superando com folga competições tradicionais como Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França. Enquanto os franceses lideram o ranking de juventude com média de 26 anos, as agremiações brasileiras apostam cada vez mais em atletas experientes e fecham as portas para novos talentos.

Vasco foi campeão brasileiro sub-20 em cima do Palmeiras – Foto: Dikran Sahagian / Vasco da Gama
Além da alta faixa etária dos grupos, a pesquisa revelou uma queda histórica na participação de atletas com menos de 23 anos nos gramados. Os jovens disputam apenas 14% dos minutos totais do campeonato, percentual muito distante da realidade francesa, onde os garotos atuam durante 38% do tempo. Em contrapartida, os estrangeiros acima de 23 anos explodiram em presença e já ocupam cerca de 25% da minutagem total do torneio.
Diante desse choque de realidade, a diretoria da entidade bateu o martelo para inverter a curva de atletas importados a partir de 2027. O teto atual de nove estrangeiros relacionados por confronto cairá progressivamente: serão oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029, até estacionar no limite definitivo de cinco gringos por partida em 2030.
Para complementar o corte de estrangeiros e blindar o espaço dos garotos, a CBF também reformulou o modelo de registro de atletas para os próximos anos. Os clubes manterão o direito de inscrever até 50 profissionais por temporada, mas o grupo será dividido em duas categorias com cotas obrigatórias de idade.
A chamada Lista A reunirá os jogadores com mais de 23 anos, enquanto a Lista B será exclusiva para as promessas mais jovens da nova geração. Desse modo, o teto inicial de 30 veteranos e 20 garotos passará por ajustes anuais até atingir uma divisão rigorosamente igualitária de 25 vagas para cada setor no início da próxima década.















