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·26 de janeiro de 2026
CD do Corinthians prepara envio de caso Andrés à Comissão de Ética; veja detalhes

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·26 de janeiro de 2026

Por Tiago Salazar
Nos últimos dias, a Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo do Corinthians finalizou as investigações sobre o caso de Andrés Sanchez e concluiu que o ex-presidente, de fato, utilizou o uso do cartão corporativo para gastos pessoais durante o triênio de 2018 a 2020.
Conforme apurou e revelou a Gazeta Esportiva em outubro do ano passado, a Comissão de Justiça do clube emitiu um parecer indicando o uso do cartão corporativo para, a princípio, 50 despesas, com identificação de locais e valores que, somados, chegaram a R$ 190.523,54.
Neste sentido, a Comissão de Justiça recomendou a adoção de medidas para ressarcimento dos valores gastos pelo ex-presidente aos cofres do clube, além da criação de novos mecanismos e estratégias de controle.

(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
Agora, a situação está nas mãos do Conselho Deliberativo, presidido por Romeu Tuma Júnior. O mandatário deve enviar o caso para avaliação da Comissão de Ética e Disciplina, cujo presidente é Leonardo Pantaleão. A Gazeta Esportiva apurou que o despacho de Tuma deve acontecer entre terça e quarta-feira, após o presidente do CD emitir seu parecer sobre o caso.
O caso ainda está sendo estudado pelo presidente do Conselho Deliberativo, que procura entender quais decisões estão dentro de sua alçada. A tendência é que Tuma encaminhe a situação junto ao seu diagnóstico.
A Comissão de Ética do Corinthians, portanto, será responsável por estudar eventuais punições a Andrés Sanchez após a constatação, por parte da Comissão de Justiça, do uso do cartão corporativo para gastos pessoais.
Segundo soube a reportagem, é grande a possibilidade da Comissão de Ética e Disciplina emitir um parecer pedindo a expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians.
Após a decisão da Comissão de Ética, o caso retorna ao Conselho Deliberativo. Romeu Tuma Júnior, então, colocará a pauta em votação no plenário. Se aprovada, Andrés Sanchez poderia ser expulso do clube de maneira definitiva. O ex-presidente, vale lembrar, está afastado do CD do Corinthians por vontade própria. Há, ainda, uma sugestão de afastamento imediato do ex-presidente Andrés Sanchez, protocolada por Leonardo Pantaleão.
Conforme revelado pela reportagem, a Comissão de Justiça do Corinthians identificou uma série de gastos considerados suspeitos e que não teriam relação com os compromissos de um presidente.
O órgão listou, a princípio, 50 despesas, com identificação de locais e valores que, somados chegam a R$ 190.523,54. Entre as principais cobranças separadas e revistas pela CJ, estão despesas com hospitais, clínicas e farmácias, em lojas de móveis e eletrônicos, além de custos com uma empresa de taxi aéreo e centros automotivos.
Os membros da Comissão de Justiça do Corinthians entendem que não há nenhum tipo de comprovação de que tais compras foram feitas para uso do clube ou necessidade do mandatário. As despesas não possuem nenhum tipo de comprovante anexado.
Andrés Sanchez também foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) duas vezes. A primeira denúncia de apropriação indébita agravada continuada, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, havia sido parcialmente rejeitada pela juíza da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, Marcia Mayumi Okoda Oshira.
Contudo, o MP-SP, por meio do promotor Cássio Roberto Conserino, recorreu da decisão. Diante da decisão, a magistrada determinou a suspensão da decisão favorável ao ex-presidente do Timão e repassou o caso ao Tribunal de Justiça de São Paulo. O processo, neste momento, segue suspenso até que o TJ-SP se manifeste sobre a continuidade ou não da juíza à frente dos trâmites judiciais.
Posteriormente, Andrés foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e crimes tributários. O órgão cobrou, ainda, um novo ressarcimento financeiro ao clube do Parque São Jorge. A nova denúncia do MP-SP diz respeito a supostos gastos pessoais do ex-presidente no cartão corporativo do Corinthians entre os meses de agosto e setembro de 2020, seu último ano de gestão. Agora, cabe a um juiz acatar ou não a denúncia.









































