CD do São Paulo explica mudanças na votação do pedido de afastamento de Casares | OneFootball

CD do São Paulo explica mudanças na votação do pedido de afastamento de Casares | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Gazeta Esportiva.com

Gazeta Esportiva.com

·09 de janeiro de 2026

CD do São Paulo explica mudanças na votação do pedido de afastamento de Casares

Imagem do artigo:CD do São Paulo explica mudanças na votação do pedido de afastamento de Casares

Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, concedeu entrevista coletiva no SuperCT para esclarecer algumas questões políticas polêmicas que vive o Tricolor nos últimos dias. O dirigente explicou as alterações na data de votação para avaliar o impeachment do presidente Julio Casares e no modelo de votação.

A pedido da defesa do mandatário, houve uma alteração no quórum para que a destituição do mandatário seja aprovada. Além disso, a reunião será feita de maneira 100% presencial. Ou seja, os conselheiros terão que comparecer à sessão no Morumbis.


Vídeos OneFootball


“Em relação à mudança de quórum, é porque temos dentro do estatuto dois artigos que versam sobre o mesmo assunto. No artigo 58, estabelece-se um quórum de 75% dos conselheiros para que sejam aprovados os temas, dentre eles o afastamento do presidente. No 112, estabelece-se que precisa de dois terços para que se possa ser aprovado o afastamento. Existe uma contradição. Assim, no Direito, prevalece a norma que mais favorece a pessoa que está respondendo a qualquer tipo de processo. Essa é a moral geral do direito e por isso houve essa alteração. Não houve nenhuma decisão baseada na minha relação pessoal com o presidente Julio Casares, mas baseada no cargo, na função, no estatuto do São Paulo ao qual estou submisso em todas as minhas decisões”, explicou.

O presidente do CD garantiu exercer sua função sem beneficiar Casares e explicou o motivo que o levou a alterar em dois dias a votação para o afastamento do presidente tricolor, que aconteceria no dia 14 de janeiro, inicialmente. Segundo ele, foi por uma “questão estatutária”.

“Estou servindo aos interesses do São Paulo porque nenhuma dessas decisões feriu o estatuto do São Paulo. Por que a data da votação foi alterada? Porque foi alterado o embasamento da votação. Isso me obriga a fazer um novo edital de convocação. Dentro do estatuto, os editais devem ser feitos com oito dias de antecedência. Logo, se mudo o argumento e mudo o edital, sou obrigado a ter uma nova data. Por isso, a data de votação foi alterada, por uma questão estatutária”, seguiu.

“Eu, como presidente do Conselho, tenho que exercer minha função sem nenhum lado político, tenho que exercer minha função pelo lado do São Paulo, sem identificar de que lado está A ou B e isso está me levando a conduzir o tema dessa forma. Deve imaginar que devo ter sofrido pressão de todas as ordens. Nessa hora é muito fácil cair fora, para que a gente tirasse o apoio ou deixasse de dar apoio a esse ou aquele, mas não apoiamos ninguém. Estamos aqui para organizar, administrar e seguir o que o Estatuto manda. Essa é nossa posição, a forma como a gente vem administrando o São Paulo. De uma maneira às vezes até mais incisiva, outras menos, em relação até ao presidente da diretoria”, garantiu.

A mudança no quórum

Em um primeiro momento, seria levado em consideração o artigo 112 do estatuto do clube, que indica que o impeachment deve acontecer em caso de aprovação de dois terços dos conselheiros. No entanto, a defesa de Julio Casares levou ao presidente do Conselho uma interpretação baseada no artigo 58, que indica que são necessários 75% dos votos dos conselheiros para que a destituição seja achatada.

Ao todo, 225 conselheiros participam da votação. Antes do pedido de Casares, o número para aprovar o impeachment seria de 171, com base no artigo 112. Com a mudança, baseada no artigo 58, 191 conselheiros precisariam votar a favor da destituição.

Por que será presencial?

Olten Ayres explicou o porquê da votação ser 100% presencial. De acordo com o dirigente, apenas esse modelo garante o sigilo dos votos dos conselheiros.

“As votações para o afastamento do presidente versam sobre um tem super delicado mexe com toda estrutura e credibilidade do clube, com contratos, questões de natureza de publicidade, financeira, enfim. Quando se estabelece que o voto deve ser secreto. Nós, numa interpretação mais extensiva, neste específico caso, acreditamos que o voto secreto deva ensejar o voto presencial. Por que? Esse tipo de votação pela natureza e importância pode ensejar pedido de recontagem, tipo de contestação de quem está ou não votando. E qualquer tipo de natura híbrida e online dificulta esse tipo de supervisão. Neste caso específico entendemos que o fato de determinar um rito secreto a essa votação e importância do assunto, não temos como fazer uma votação que não seja presencial”, afirmou.

Quando a reunião irá acontecer?

A reunião para votação do impeachment de Julio Casares acontecerá na próxima sexta-feira, dia 16 de janeiro O primeiro chamado acontece às 18h30, enquanto o segundo está previsto para as 19h. A votação será secreta e realizada nas dependências do Morumbis.

Saiba mais sobre o veículo