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·28 de fevereiro de 2026
Ceni comenta vaias na Fonte Nova e diz: “clima de pressão foi o maior obstáculo”

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·28 de fevereiro de 2026

O técnico Rogério Ceni falou abertamente para a torcida do Bahia após o triunfo por 4 a 2 sobre a Juazeirense, que carimbou a vaga do Esquadrão na final do Baianão.
Em entrevista coletiva neste sábado (28), o treinador explicou a decisão de repetir a escalação que havia sido eliminada no meio de semana, afirmando que seria injusto tirar algum atleta de campo em um momento de dor coletiva.
Segundo Ceni, os jogadores precisavam encarar a situação de frente para buscar a reabilitação imediata perante a torcida.
“Viemos com o mesmo time porque não temos jogo no meio de semana e seria injusto tirar um ou outro jogador pelo fato de não ter tido a classificação. Eles precisavam encarar de frente a situação que deixamos acontecer por não conseguir o resultado que era a nossa obrigação. Todos eles estavam bem abatidos e tristes também“.
Apesar do placar elástico e da classificação assegurada, o clima na Arena Fonte Nova foi marcado por protestos. O comandante tricolor destacou que o maior desafio da tarde não foi o adversário em si, mas sim o ambiente de extrema pressão e as vaias que ecoaram das arquibancadas do início ao fim do confronto. Para o técnico, esse cenário retira a concentração necessária para o desempenho em campo.
“Hoje, fizemos o nosso placar. Infelizmente, às vezes ficamos desconexos no jogo. Acho que eles ficam um pouco cabisbaixo; a vaia de hoje vem do último confronto. Mas, imagina você no seu trabalho, em seu turno de trabalho, sendo vaiado. Isso tira a concentração do jogador. O jogo em si não foi o maior obstáculo, mas sim o clima de pressão e vaia do começo ao fim”.
Rogério Ceni reconheceu o direito do torcedor de manifestar insatisfação, especialmente após a queda precoce na Libertadores, mas classificou as vaias durante os 90 minutos como algo que não ajuda o time em momentos de crise. O treinador ressaltou que o grupo está abatido e que a mágoa da arquibancada é sentida diretamente pelos profissionais no gramado.
“O torcedor tem o direito de vaiar, pois paga ingresso, mas é contraproducente. Independentemente de tristeza ou raiva do torcedor, o que entendo perfeitamente, mas o jogador também sofre. Infelizmente perdemos um jogo em 15 jogos no ano e isso ocasionou nossa eliminação”.
O treinador afirma ainda que não são vaias durante o jogo que vão ajudar a mudar a situação do Bahia após eliminação para o O’Higgins.
“Entendemos a mágoa do torcedor, mas o jogador também sente o clima criado. É um direito, o torcedor paga seu ingresso e vem aqui sempre, coloca um número grande de torcedores. Acho que tem todo direito de demonstrar insatisfação pelos resultados, mas não é isso que vai ajudar o time nesse momento difícil.
O Bahia jogará novamente no domingo (8) para decidir o título do Baianão contra Vitória ou Jacuipense.









































