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·23 de março de 2026
Ceni vê falta de preparo no time do Bahia: “medo de ficar em posição mais alta”

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·23 de março de 2026

O técnico Rogério Ceni não poupou críticas à postura do Bahia após a derrota de virada para o Remo, por 4 a 1, no Mangueirão. Em uma entrevista coletiva marcada pelo tom de indignação, o treinador detalhou como a equipe se perdeu taticamente e psicologicamente após abrir o placar, deixando escapar a chance de se consolidar em segundo lugar na classificação do Brasileirão 2026.
Para o comandante, o Esquadrão demonstrou uma preocupante falta de maturidade para sustentar resultados positivos longe de seus domínios e, principalmente, para disputar no topo da tabela.
Ceni ressaltou que o domínio inicial foi jogado no lixo por uma mudança de atitude dos atletas ainda no primeiro tempo, abrindo brechas para que o adversário ‘entrasse no jogo’ empurrado por seus torcedores.
O ponto central da análise de Ceni foi a instabilidade emocional demonstrada pelo grupo após sofrer o empate e desperdiçar uma cobrança de pênalti.
O treinador foi enfático ao dizer que o elenco não soube reagir às adversidades naturais de uma partida de elite, apresentando um “apagão” que comprometeu toda a estratégia traçada para a etapa complementar.
“Até o momento do gol, só a gente teve chance de gol. Aí depois do 1 a 0 a gente muda, a gente não sabe mais jogar, a gente não tem personalidade para continuar, para chegar lá no topo. Nós fomos um time até os 35 minutos e mudamos drasticamente. Ainda tivemos a chance de voltar para o jogo com o pênalti, não voltou, psicologicamente o time desmoronou. Isso mostra que ainda falta preparo para disputar a parte de cima da tabela. O time se mostrou incapaz de jogar com o 1 a 0”.
Rogério Ceni também questionou o desejo dos jogadores em momentos decisivos da temporada. Ele sugeriu que houve um receio coletivo em assumir a responsabilidade de figurar entre os líderes da competição, o que resultou em uma postura passiva e tecnicamente desastrosa durante o segundo tempo em Belém.
“Você não pode mudar de atitude depois de fazer um gol e sair na frente do jogo. Você tem que ter prazer de viver o jogo, se adaptar ao que o jogo pede. Fizemos isso bem até o momento de vantagem. Para brigar lá no alto, temos que continuar batendo até aumentar a vantagem, como foi contra o Bragantino. Precisamos de mais força mental, psicológica. Não podemos mudar a atitude por um gol que sofremos ou um gol que fizemos. Ficamos com medo de ser feliz? Medo de definir o jogo e ficar em uma posição mais alta? Isso que não podemos”.

Foto: Letícia Martins / EC Bahia
A análise técnica do treinador passou pela incapacidade da equipe de reagir mesmo diante de um adversário que, segundo ele, estava “completamente assustado” no início do jogo. Ceni reforçou que o comportamento apresentado após a vantagem é inaceitável para quem tem ambições no topo da tabela.
“Um desastre para a gente o que promovemos no segundo tempo. É inaceitável. Uma coisa é vir e não conseguir jogar, se o Remo tivesse nos anulado. Mas não. A gente veio, teve 35 minutos de domínio total e depois parou de jogar. Não tem como explicar isso acontecer depois de sair na frente do placar. É triste o que aconteceu com a gente, inexplicável a mudança de comportamento. Temos que melhorar isso, ou nunca vamos estar preparados para buscar o topo da tabela”.
Agora, o Bahia tenta ‘lamber as feridas’ e focar nos treinamentos no CT Evaristo de Macedo durante a pausa para a Data Fifa. O objetivo é utilizar o fator casa contra Athletico e Palmeiras, no início de abril, para provar que o grupo possui a força mental cobrada por seu comandante e retomar o caminho dos triunfos na Série A.









































