Fala Galo
·03 de maio de 2026
CEO do Atlético, Pedro Daniel admite “infelicidade” em fala sobre expectativas da torcida

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·03 de maio de 2026

Foto: Pedro Souza Matéria: Angel Baldo
O ambiente nos bastidores do Atlético ganhou um novo capítulo de busca por harmonia neste sábado (2/5). Antes da goleada do Atlético por 3 a 1 contra o Cruzeiro, no Mineirão, o CEO do clube, Pedro Daniel, utilizou o espaço na mídia para se retratar publicamente. O dirigente admitiu que foi “infeliz” em declarações recentes que geraram um forte mal-estar entre a diretoria e a Massa Atleticana.
O ESTOPIM DA POÊMICA:
A controvérsia começou após uma entrevista concedida pelo executivo à NSports. Na ocasião, Pedro Daniel analisou a pressão que a torcida exerce sobre a família Menin, principal acionista da SAF alvinegra. O dirigente sugeriu que os torcedores teriam alimentado uma projeção irreal sobre o domínio do clube no cenário continental após o histórico “Triplete” de 2021 (Copa do Brasil, Brasileirão e Mineiro).
“Teve um desalinhamento em termos de expectativa. Foi criada uma expectativa de que o Atlético seria dominante nas Américas, e foi por parte da torcida. Não é que foi dito isso, foi criado de alguma maneira”, afirmou o CEO na entrevista original.
A fala repercutiu negativamente de imediato, sendo interpretada por muitos como uma tentativa de transferir a responsabilidade pela falta de títulos recentes à própria arquibancada.
A RETRATAÇÃO NO MINEIRÃO:
Ciente do peso de suas palavras e do clima tenso que antecede um clássico, Pedro Daniel aproveitou a transmissão do canal Premiere para esclarecer seu posicionamento. Com um tom mais conciliador, ele destacou a importância de recuperar a simbiose entre o clube e seu torcedor.
“Acabei sendo infeliz em uma parte, falando sobre a expectativa da torcida. O que eu mais quero agora é olhar para frente. Sabemos que o Atlético passa por um processo de reestruturação e renovação, e ver essa Massa no estádio é algo fantástico. Meu objetivo é retomar essa conexão”, pontuou o dirigente.
O PESO DAS PROMESSAS E O FATOR HULK:
O desconforto da torcida tem raízes em promessas feitas pela própria gestão no passado. O investidor Rubens Menin já havia declarado publicamente o plano de transformar o Atlético em uma potência global, chegando a projetar a contratação de atletas do mesmo patamar de Hulk.
Com a recente saída do ídolo e camisa 7, a cobrança por esse protagonismo prometido aumentou. O episódio da retratação de Pedro Daniel mostra que a cúpula atleticana reconhece que a “Massa” não apenas espera resultados, mas cobra o cumprimento do projeto de grandeza que lhe foi apresentado. Agora, o desafio da SAF é converter o pedido de desculpas em uma gestão que reencontre o caminho das grandes conquistas.







































